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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Imagem do Dia



George W. Bush e Barack Obama conversam na Sala Oval. O Presidente cessante dos Estados Unidos recebeu esta segunda-feira, na Casa Branca, o seu sucessor, que toma posse a 20 de Janeiro.

Registo para memória futura

Barack Obama foi eleito e toma posse a 20 de Janeiro.

A partir desse dia, o novo Presidente fica com a responsabilidade de liderar a nação mais poderosa do mundo e... cumprir as promessas eleitorais.


Para que Obama não se esqueça, está tudo aqui. Em 43 páginas, as suas propostas nas várias áreas da governação.

50 coisas que não sabia sobre Obama

O Telegraph revela esta segunda-feira meia centena de dados curiosos sobre o novo Presidente dos Estados Unidos.

Entre eles, o facto de coleccionar livros de quadradinhos do Homem-Aranha e de Conan-O Bárbaro, de o seu nome querer dizer “o abençoado” em Swahili, de ser canhoto, de ter umas luvas autografadas por Muhammad Ali, de ter prometido à mulher deixar de fumar antes das Presidenciais (mas não ter cumprido), de ter como livro preferido Moby Dick e como filmes favoritos Casablanca e Voando Sobre um Ninho de Cucos, de ter como especialidade na cozinha um chilli e de ter querido ser arquitecto, se não fosse a paixão pela política.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Visto por dentro

No Washington Post, a repórter Shailagh Murray, que acompanhou a campanha de Barack Obama relata a experiência de ter visto a ascensão de um homem que se julgava seria esmagado pelo clã Clinton, mas que, afinal, consegue sentar-se na mesma cadeira que Bill ocupou durante oito anos.

A capacidade de comunicação foi, desde o início, o grande trunfo de Obama, que foi “convertendo as pessoas como se fosse um missionário”.

E foi assim que um jovem senador negro, um novato nestas coisas da política norte-americana, conseguiu o lugar de homem mais poderoso do mundo. A prova de que a América é mesmo a “land of opportunities”.

The end of the road

Foi um caminho longo, mas, graças à mais bem organizada campanha da história (facto reconhecido por democratas e republicanos), um afro-americano chega onde nenhum outro tinha sequer sonhado chegar.

A CBS mostra, em menos de três minutos, os momentos-chave desse caminho.

Dream Team

Barack Obama venceu e, agora, tem que escolher a equipa que o vai ajudar nos próximos quatro anos na Casa Branca.

O site Foreign Policy dá uma ajuda: pediu a 10 especialistas para escolherem o Dream Team que possa acompanhar Obama.

Nove cargos chave e um bónus... Vamos ver se o novo Presidente segue algum destes conselhos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A figura do discurso de vitória de Obama

Ann Nixon Cooper, 106 anos, negra, amiga de Martin Luther King, já resistiu a dois ataques cardiacos, várias transfusões e ossos partidos e claro ao racismo.

Votou Obama e viveu para ver o primeiro Presidente não branco a liderar os Estados Unidos.

Yes we can

A noite de 4 de Novembro foi a resposta aos que ainda duvidavam que a América é um sítio onde tudo é possível.

Foi assim que começou o discurso de vitória de Barack Obama, perante milhares de pessoas em Chicago e milhões em casa. Na multidão, personalidades como Jesse Jackson ou Oprah Winfrey.

Agradecimentos a John McCain, a Joe Biden, à família e amigos, aos elementos da campanha e ao povo americano…



Apesar das celebrações de hoje, os desafios de amanhã são os maiores de sempre. A situação é difícil, é preciso criar empregos, construir escolas e renovar alianças. Mas [Obama]nunca esteve tão esperançado de que a América chegará lá.

Quase meio século depois, substitui-se o “I have a dream” por “Yes we can”.



A América pode mudar. O exemplo de uma mulher de Atlanta que foi votar aos 106 anos, que assistiu a Pearl Harbour, que viu o homem chegar à Lua, que não pôde em tempos votar por ser mulher e pela cor da pele... mas que vê, agora, o primeiro negro na Casa Branca.

Expectativas à altura dos desafios


Depois da festa com epicentro em Chicago, e réplicas em várias cidades, a América já dorme.

Quando - dentro de poucas horas - despertar, irá fazê-lo seguramente voltada para a enorme dimensão da tarefa que o novo Presidente tem pela frente.

Desde logo, a economia em recessão e um país com duas guerras. São questões a exigir respostas rápidas e eficazes.

Em campanha, Obama disse que a prioridade das prioridades é a estabilização do sistema financeiro. Wall Street deu nas ultimas horas sinais de que vai estar com o novo Presidente.

Depois, Obama terá ainda de tentar cumprir a promessa de cortar nos impostos de 95% dos americanos e agravar a carga fiscal de 5%, os que ganham mais de 250 mil dólares. De dar cobertura de saúde a 45 milhões de pessoas, de pagar melhor aos professores, de apostar nas energias renováveis, reduzindo a dependência energética.

Tudo isto custa dinheiro, muito dinheiro que, num contexto de um deficit actual de biliões e biliões, só em parte pode vir da poupança com um regresso antecipado do Iraque, questão que nos leva à política externa, onde promete reforçar a aposta militar no Afeganistão e Paquistão para combater a Al Qaeda. E, claro, tentar suavizar a ameaça nuclear do Irão e a questão israelo-palestiniana.

Irá ser Barack Obama apenas o símbolo de uma nova América ou assumir-se-á como principal actor da mudança?

As expectativas estão à altura dos desafios.

José Bastos, nos Estados Unidos

Resultados preliminares II

São agora 7h30 e ainda se contam votos. Apesar disso, já não há dúvidas e Barack Obama é o 44º Presidente dos Estados Unidos.

Nesta altura, o democrata Obama tem garantidos 338 votos no Colégio Eleitoral contra 160 do republicano John McCain.

De recordar que, para garantir lugar na Casa Branca, o vencedor "só" necessita de 270 votos.

No voto popular, Barack Obama conseguiu 52%, com quase 56 milhões de votos, enquanto John McCain alcançou 51 milhões de votos.

A tomada de posse está marcada para 20 de Janeiro de 2009.

McCain reconhece derrota

O candidato republicano reconheceu a derrota nas presidenciais nos Estados Unidos e já felicitou Barack Obama, o 44º Presidente.

Num discurso no estado do Arizona, poucos minutos depois de saírem os resultados na Califórnia e na Virginia que confirmaram o triunfo de Obama, John McCain exortou todos os americanos a unirem-se, esquecerem as divergências e a apoiarem o novo Presidente.

McCain confirmou que já falou com Obama e que se mostrou disposto a ajudar em tudo o que fosse necessário.

O objectivo é – disse - conseguir que o país volte a ter prosperidade económica e segurança.

Obama é o 44º Presidente dos Estados Unidos

Já não há dúvidas: Barack Obama é o próximo inquilino da Casa Branca, sucedendo a George W. Bush.

É um dia histórico para a política norte-americana: pela primeira vez os Estados Unidos têm um Presidente negro.

A esta hora ainda não há resultados finais, mas todas as projecções confirmam a vitória do candidato democrata.

Para já, Obama tem, segundo a CNN, 297 votos confirmados no colégio eleitoral, contra 139 do republicano John McCain. De recordar que a vitória se consegue aos 270.

Resultados preliminares

São agora 21h10 na costa leste dos EUA e a CNN acaba de anunciar que a Georgia vai para McCain.

De acordo com projecções do canal televisivo, Obama terá vencido no Wisconsin, Minnesota, Michigan, Nova Iorque, New Hampshire e Rhode Island. Connecticut, Delaware, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, New Jersey, Vermont e o distrito de Colombia.

McCain tem de se contentar, a esta hora, com o Alabama, a Virgínia Oeste, o Oklahoma, Carolina do Sul, Tenessee e Kentucky.

A grande vitória da noite, para já, é de Obama na Pensilvânia, uma vez que foi uma das grandes apostas nos últimos dias por parte do adversário republicano. Um sinal do que está para vir, perguntam-se os analistas?

O republicano tem 64 eleitores no colégio eleitoral, o democrata 174.

Canalizadores e pastores

De que é que se vai lembrar, quando recordar a corrida à Casa Branca?

A pergunta é respondida pela CNN, num artigo em que lembra que, passados os discursos, os debates e a febre da campanha, são momentos menos nobres os que ficam alojados algures na dispensa da memória colectiva.

Entre eles, ficam para a história, a adaptação de “Barbara Ann”, dos Beach Boys, que McCain transformou em “Bomb Iran”. Mas também a necessidade de Obama se afastar do seu “mentor espiritual” Jeremiah Wright, as gaffes de Joe Biden, a expressão “Pitbull de batôn” (de Sarah Palin sobre si mesma), a importância dada a Joe o Canalizador (que, afinal, não era nem Joe, nem canalizador), a filha grávida de Palin ou a intervenção de Paris Hilton a “arrasar” McCain.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O mundo quer… Obama


Já aqui se falou do projecto If The World Could Vote. Está, de resto, nos links mesmo aqui ao lado.

Antes de se saber o que acham os americanos… é altura de saber o que gostaria o mundo que acontecesse esta noite.

E se lhe disséssemos que Portugal foi o país que mais votou, logo a seguir aos próprios Estados Unidos, Canadá e Austrália? No mínimo, curioso.

Obama já ganha


Dixville Notch, já ouviu falar? É uma pequena localidade do estado de New Hampshire e é conhecida nos Estados Unidos porque é sempre a primeira a "despachar" o acto eleitoral.

As urnas abrem à meia-noite e tudo fica resolvido rapidamente porque tem apenas 75 habitantes. Habitualmente, vencem os republicanos (desde 1968 que era assim) mas, desta vez, o candidato democrata levou a melhor.

Barack Obama conseguiu 15 dos 21 votos e "fintou" John McCain.

Claro que não é nesta pequena localidade que se decidem as presidenciais norte-americanas - até porque o estado de New Hampshire só "dá" quatro votos para o Colégio Eleitoral - mas pode ser um indicador.

Lá para as 23 horas (hora de Lisboa) começam a sair as primeiras sondagens nacionais das grandes cadeias norte-americanas.

Escolher um Presidente

A jornalista Katharine Q. Seelye, do New York Times, faz uma retrospectiva dos últimos dois anos na corrida à Casa Branca.

Vários meses de luta interna em cada um dos partidos resultaram em dois nomes: McCain e Obama.

Seguiram-se poucos meses de campanha um contra o outro.

Um dos dois pode mudar a América. A partir de hoje.

Message in a bottle

Mensagem numa garrafa a ser encontrada numa praia de Ovar (a escolha do exemplo ficcionado tem só a ver com latitudes): "I'am writing from the besieged city of Washington to plead for help...".

A leitura continua: "escrevo a 4 de Novembro e a cidade está ocupada, há meses, por duas facções: republicanos e democratas.

A população tem sido bombardeada desde o início do ano com ataques brutais dos gangs beligerantes, tentando capturar-nos para as suas causas. A vida beira o insuportável. A televisão só tem olhos para esta guerra que todos envolve e ninguém poupa.

Hordas de republicanos ameaçam que uma vitória do adversário equivale à queda do Império Romano. Hordas de democratas avisam para o regresso à Idade Média, se perderem.

Sim, claro, que exagero, mas todas as hiperboles são isso mesmo, um exagero.

Onde não haverá exagero será em antecipar para logo mais uma noite com entrada reservada na história das noites eleitorais deste país. Vença Obama e o capítulo a escrever terá ainda mais páginas.

José Bastos, nos Estados Unidos

A última esperança

Dois anos depois da decisão de avançar, 632 dias com muitos altos e alguns baixos, Obama foi à Virginia fazer um discurso “à Luther King”. Antes passou pela Florida e Carolina do Norte. Três estados “republicanos” e uma só ideia: “One more day”.



Dez anos depois da primeira intenção de concorrer à Casa Branca e como um bom ex-combatente do Vietname, John McCain foi buscar as suas últimas forças para nadar até à praia.

Num só dia, atacou em sete estados: Florida, Tennessee, Pensilvânia, Indiana, Novo México, Nevada e Arizona.

Fechou a campanha em casa, mas um dos últimos discursos antes das eleições de hoje foi em Tampa, na Florida. Num último fôlego, fica o pedido para todos: "Volunteers, knock on doors, get your neighbors to the polls. I need your vote."

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Improvável, mas não impossível

Nas próximas horas quem - garantidamente - não terá um minuto de descanso serão os tripulantes do Obama Jet e do McCain Jet. Os pilotos dos aviões de campanha terão de preparar sucessivas aterragens e descolagens de vários pontos da geografia eleitoral norte-americana neste frenético fim de festa.

Obama, mostrando uma invejável dose de auto-confiança, saltita por estados vencidos por Bush em 2004 e de larga tradição republicana. Já McCain andará por território favorável, com a excepção da Pensylvania.

McCain olha para este estado como o único dos que Kerry venceu em 2004, que, em 2008, pode inclinar-se para o Partido Republicano.

E porquê tanta atenção? Porque os 21 votos do estado no Colégio Eleitoral podem compensar uma eventual perda de 13 da Virginia e 7 do Iowa.

Há dois dias falava-se de McCain a encurtar distâncias nas sondagens, mas esta segunda-feira a vantagem volta ao lado de Obama com, no mínimo, 5 pontos, no máximo 8.

Nas projecções para o que realmente conta, o Colégio Eleitoral, o orgão que elege o presidente, Obama terá, na média de todas as sondagens, 291 votos dos 538 totais, sendo que 270 chegam para ganhar.

Quer isto dizer que tudo está já perdido para McCain? Não necessariamente.

Ponderem-se, então, estas hipóteses, distantes, mas não, totalmente, negligenciáveis:

1. É possível que boa parte dos eleitores republicanos não estejam a ser consultados nas sondagens ou, via "efeito Bradley" mentem na preferência assinalada?

2. É possível que boa parte dos 5 a 7% de indecisos se volte para McCain?

3. É possível que boa parte do eleitorado Obama, desencorajado pela atmosfera do "já ganhou", não se desloque às urnas?

A resposta afirmativa a todas - ou a apenas uma - destas questões será improvável, mas impossível, impossível, não é!

José Bastos, nos Estados Unidos

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