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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Registo para memória futura

Barack Obama foi eleito e toma posse a 20 de Janeiro.

A partir desse dia, o novo Presidente fica com a responsabilidade de liderar a nação mais poderosa do mundo e... cumprir as promessas eleitorais.


Para que Obama não se esqueça, está tudo aqui. Em 43 páginas, as suas propostas nas várias áreas da governação.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Visto por dentro

No Washington Post, a repórter Shailagh Murray, que acompanhou a campanha de Barack Obama relata a experiência de ter visto a ascensão de um homem que se julgava seria esmagado pelo clã Clinton, mas que, afinal, consegue sentar-se na mesma cadeira que Bill ocupou durante oito anos.

A capacidade de comunicação foi, desde o início, o grande trunfo de Obama, que foi “convertendo as pessoas como se fosse um missionário”.

E foi assim que um jovem senador negro, um novato nestas coisas da política norte-americana, conseguiu o lugar de homem mais poderoso do mundo. A prova de que a América é mesmo a “land of opportunities”.

The end of the road

Foi um caminho longo, mas, graças à mais bem organizada campanha da história (facto reconhecido por democratas e republicanos), um afro-americano chega onde nenhum outro tinha sequer sonhado chegar.

A CBS mostra, em menos de três minutos, os momentos-chave desse caminho.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Canalizadores e pastores

De que é que se vai lembrar, quando recordar a corrida à Casa Branca?

A pergunta é respondida pela CNN, num artigo em que lembra que, passados os discursos, os debates e a febre da campanha, são momentos menos nobres os que ficam alojados algures na dispensa da memória colectiva.

Entre eles, ficam para a história, a adaptação de “Barbara Ann”, dos Beach Boys, que McCain transformou em “Bomb Iran”. Mas também a necessidade de Obama se afastar do seu “mentor espiritual” Jeremiah Wright, as gaffes de Joe Biden, a expressão “Pitbull de batôn” (de Sarah Palin sobre si mesma), a importância dada a Joe o Canalizador (que, afinal, não era nem Joe, nem canalizador), a filha grávida de Palin ou a intervenção de Paris Hilton a “arrasar” McCain.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Escolher um Presidente

A jornalista Katharine Q. Seelye, do New York Times, faz uma retrospectiva dos últimos dois anos na corrida à Casa Branca.

Vários meses de luta interna em cada um dos partidos resultaram em dois nomes: McCain e Obama.

Seguiram-se poucos meses de campanha um contra o outro.

Um dos dois pode mudar a América. A partir de hoje.

A última esperança

Dois anos depois da decisão de avançar, 632 dias com muitos altos e alguns baixos, Obama foi à Virginia fazer um discurso “à Luther King”. Antes passou pela Florida e Carolina do Norte. Três estados “republicanos” e uma só ideia: “One more day”.



Dez anos depois da primeira intenção de concorrer à Casa Branca e como um bom ex-combatente do Vietname, John McCain foi buscar as suas últimas forças para nadar até à praia.

Num só dia, atacou em sete estados: Florida, Tennessee, Pensilvânia, Indiana, Novo México, Nevada e Arizona.

Fechou a campanha em casa, mas um dos últimos discursos antes das eleições de hoje foi em Tampa, na Florida. Num último fôlego, fica o pedido para todos: "Volunteers, knock on doors, get your neighbors to the polls. I need your vote."

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Improvável, mas não impossível

Nas próximas horas quem - garantidamente - não terá um minuto de descanso serão os tripulantes do Obama Jet e do McCain Jet. Os pilotos dos aviões de campanha terão de preparar sucessivas aterragens e descolagens de vários pontos da geografia eleitoral norte-americana neste frenético fim de festa.

Obama, mostrando uma invejável dose de auto-confiança, saltita por estados vencidos por Bush em 2004 e de larga tradição republicana. Já McCain andará por território favorável, com a excepção da Pensylvania.

McCain olha para este estado como o único dos que Kerry venceu em 2004, que, em 2008, pode inclinar-se para o Partido Republicano.

E porquê tanta atenção? Porque os 21 votos do estado no Colégio Eleitoral podem compensar uma eventual perda de 13 da Virginia e 7 do Iowa.

Há dois dias falava-se de McCain a encurtar distâncias nas sondagens, mas esta segunda-feira a vantagem volta ao lado de Obama com, no mínimo, 5 pontos, no máximo 8.

Nas projecções para o que realmente conta, o Colégio Eleitoral, o orgão que elege o presidente, Obama terá, na média de todas as sondagens, 291 votos dos 538 totais, sendo que 270 chegam para ganhar.

Quer isto dizer que tudo está já perdido para McCain? Não necessariamente.

Ponderem-se, então, estas hipóteses, distantes, mas não, totalmente, negligenciáveis:

1. É possível que boa parte dos eleitores republicanos não estejam a ser consultados nas sondagens ou, via "efeito Bradley" mentem na preferência assinalada?

2. É possível que boa parte dos 5 a 7% de indecisos se volte para McCain?

3. É possível que boa parte do eleitorado Obama, desencorajado pela atmosfera do "já ganhou", não se desloque às urnas?

A resposta afirmativa a todas - ou a apenas uma - destas questões será improvável, mas impossível, impossível, não é!

José Bastos, nos Estados Unidos

Obama com Springsteen e McCain com… Hillary


Na penúltima noite antes do “Dia D”, o concerto de Bruce Springsteen a favor de Obama juntou cerca de 80 mil pessoas no Ohio. Foi uma das últimas tentativas de tentar “roubar” em definitivo aquele estado aos republicanos.

Com música para os indecisos, não terá sido por acaso a escolha dos temas do repertório do “Boss”: “The Promised Land”,”Youngstown” e “Working on a Dream”.
Do lado republicano, à falta de música, usa-se a voz de Hillary Clinton contra Obama.

No habitual “convite telefónico” ao voto, a campanha republicana usou frases de Hillary em que esta fala da falta de experiência de Obama. Frases agora descontextualizadas, mas que foram lançadas na luta das Primárias, para convencer o eleitorado flutuante.

A resposta ao mal-estar causado pela campanha republicana veio pela porta-voz de Clinton, Kathleen Strand: “A Senadora Hillary Clinton não aprova esta mensagem e, nas suas viagens através do país, tem repetido uma e outra vez que a opção nestas eleições não pode ser mais clara. A dupla McCain/Palin só oferece mais do mesmo (as políticas falhadas de George W.Bush), enquanto Obama/Biden têm a visão, a liderança e as soluções certas que precisamos. E pergunto-me, pior que é que os republicanos não usam estas palavras?”.

domingo, 2 de novembro de 2008

A Maratona


Com a maratona da campanha presidencial a chegar ao fim, logo mais as ruas de Nova Iorque vão - metáforas de atletismo à parte - ser palco dos 42 Km mais famosos do planeta: a New York Marathon.

Com 50 mil atletas vindos de 100 países é o maior acontecimento desportivo do mundo em número de participantes. A organização rejeita ainda, todos os anos, meio milhão de pedidos de inscrição.

A cidade de 8 milhões de habitantes vibra num entusiasmo que fala todas as línguas, português incluído. Um desses entusiastas, o luso-americano Manuel Lopes, lembra à Renascença que a maior dificuldade para os atletas europeus é a diferença horária. A maratona disputa-se quando na Europa são 5 da tarde.

Correndo, ou participar caminhando, a Maratona de Nova Iorque já se converteu num ritual de determinado estilo de vida envolvendo um enorme desafio pessoal.

A verdade é que atravessar os míticos bairros nova-iorquinos de Queens, Brooklyn, Bronx e chegar a Manhattan, depois de cruzar a ponte de Queens, é de cortar a respiração que, 42 Km depois, já estará tão ofegante como a de Obama ou McCain.

José Bastos, nos Estados Unidos

sábado, 1 de novembro de 2008

Política ou Arte?

A eleição do próximo inquilino da Casa Branca não é um mero acto eleitoral. Não é “só” a eleição do homem mais poderoso do mundo.

Também pode ser motivo de manifestações artísticas, que chegam a atravessar o Atlântico ou o Pacífico.

O Gum Election é um projecto de arte a que chamam “de guerrilha”. Nasceu em Outubro em Nova Iorque e o objectivo, para além de encorajar os norte-americanos a votar no próximo dia 4, passa por convencê-los a não deitar no chão as pastilhas elásticas que estejam a mastigar.

Assim, um artista não identificado resolveu criar um pequeno cartaz com as faces estilizadas dos dois candidatos: McCain em cima, Obama em baixo.

E a ideia é que o seu voto, em plena rua, seja expresso, colocando a pastilha que ia deitar fora em cima do candidato que não quer ver eleito. Ou seja, naquele que considera pior.

Se quiser espalhar esta forma de arte pela sua cidade - pode ler-se no blog do projecto – basta imprimir o cartaz que lá encontra e distribuí-lo.

Depois, é esperar que haja votantes a aderir com as suas pastilhas… e enviar para o blog as fotos com os resultados.

Já há cartazes espalhados por Nova Iorque, Seattle, Chicago, Miami ou São Francisco... mas também em Berlim, Dusseldorf ou Sidney.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tudo acaba à Terça-Feira

Não foi o Haloween, esse acontecimento de tradição pagã, a congelar a campanha para as presidenciais na atenção do eleitor norte-americano, no ínicio do fim de semana em que McCain tentará encurtar distâncias.

Ao contrário, Obama surgiu mais articulado que nunca. O senador negro elencou a Wolf Blitzer, com meridiana clareza, as suas prioridades se, na terça-feira, for eleito.

No topo, a estabilização dos mercados financeiros. Depois, autonomia energética dos Estados Unidos. Obama garante que vai criar 5 milhões green-jobs, empregos na área das energias renováveis. A seguir, virá a reforma do sistema de saúde, o enquadramento fiscal na classe média e, por último, a encerrar o "top 5" das suas prioridades, a reforma do sistema educativo.

De onde virá o dinheiro? Obama explica depois.

Já na frente republicana, McCain concentra-se nos Estados onde há dúvidas quanto ao vencedor, os chamados swing-states.

Começa no Ohio, onde está 8 pontos atrás de Obama. Nenhum republicano jamais chegou à Casa Branca sem antes vencer no Ohio.

Este sábado, McCain lidera comícios na Virginia e Pensylvania, onde Obama também comanda e divide esforços com a governadora do Alaska.

Sarah Palin passará o sábado e o domingo, sofrendo a díspar amplitude térmica da tropical Florida às gélidas Carolina do Norte e Virginia.

Três dias em cheio para, como há 2 séculos neste país, tudo acabar à Terça-Feira.

José Bastos, nos Estados Unidos

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Infomercial

A menos de uma semana das eleições, os candidatos jogam os últimos trunfos em busca de votos.

Do lado democrata, algo nunca visto: um anúncio/publicidade/campanha de quase meia-hora em prime-time em algumas das maiores cadeias norte-americanas.



NBC e CBS receberam um milhão de dólares para passar este infomercial (mistura em inglês das palavras information e comercial - anúncio).

Alguns analistas consideraram esta estratégia "um exagero" de Barack Obama, outros disseram que serviu para "secar" o candidato republicano.

John McCain acabou por ter uma escapatória: a CNN. O canal de notícias não passou a mensagem de Obama e preferiu dar "tempo de antena" a McCain no programa de Larry King.

Veja aqui excertos da entrevista.

As eleições são a 4 de Novembro.

Carlos Calaveiras

Votos que vêm do Espaço

Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS), ambos norte-americanos, também vão votar nas eleições para a Casa Branca.

Graças a uma lei instituída em 1997, os astronautas americanos, cuja maioria está recenseada na cidade de Houston, no Texas, ou arredores, têm a possibilidade de votar a partir do Espaço.

Um "procedimento electrónico de votação segura" – segundo a NASA – permite fazer chegar os votos a Terra.

Assim, o comandante Edward Michael Fincke e o engenheiro de voo Greg Chamitoff vão escolher o seu candidato a cerca de 400 quilómetros de altitude e a uma velocidade de mais de 28 mil km/h.

Lá de cima já enviaram um vídeo de apelo ao voto.

Esperemos que nestas eleições, estes, sejam os únicos votos a "cair do Espaço".

Mafalda Lacerda

"Até tu, McCain?"

Atacar, ainda mais, Bush.

Esta pode ser a estratégia para os últimos dias de campanha republicana para tentar inverter a vantagem de Obama nas sondagens.

A cada oportunidade, McCain retoma a linha adoptada no último debate em Long Island com o "Eu não sou Bush!". Num anúncio televisivo, o senador do Arizona olha para o eleitor e dispara uma pergunta que bem poderia sair da boca de Obama "Os últimos oito anos não correram lá muito bem, pois não?". Pois não.

É verdade que, há oito anos, quando enfrentava Bush na corrida das primárias, McCain já criticava as opções económicas de George Walker, mas agora tem de deixar bem claro que há muito entrou em ruptura com a equipa económica da Casa Branca.

O principal ponto é a crise financeira, o tema que será decisivo no momento de decidir o voto. McCain critica a forma como Bush enfrentou a crise. Ou seja: assume que a Casa Branca está mais preocupada em proteger os bancos do que evitar que os norte-americanos percam as casas por não pagar as prestações dos empréstimos.

Os republicanos reconhecem que, no que resta de campanha, terão de tentar apagar a tese de Obama de que McCain é um clone de Bush.

O problema para o senador do Arizona é o "histórico" das votações do Congresso: McCain votou em 90% das vezes ao lado de Bush.

Da Sala Oval, a esta hora, até se justificava um "Até tu McCain?"

José Bastos, nos Estados Unidos

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Deserções preocupam ex-combatente

São cada vez mais os nomes ligados ao lado republicano que anunciam o seu voto no candidato… democrata.

A mais recente deserção foi a do ex-senador do Maryland, Charles Mathias, que se junta, assim, ao antigo Secretário de Estado Colin Powell, ao ex-governador do Massachusetts William Weld e ao ex-porta-voz de Bush, Scott McClellan.
A escolha de Sarah Palin é o principal factor de cisão.

Ainda assim, McCain continua a apostar na desvalorização e a lembrar que ainda tem consigo quatro ex-secretários de Estado: Henry Kissinger, James Baker, Lawrence Eagleburger e Alexander Haig. E não esquece os “mais de 200 generais e almirantes reformados” que também expressaram o seu apoio.

A campanha de McCain não consegue, no entanto, esconder o incómodo provocado pelas reviravoltas sofridas na comunicação social. Alguns jornais tradicionalmente conservadores, como o The Chicago Tribune e o The Denver Post, já disseram publicamente apoiar Obama. O Los Angeles Times foi ainda mais longe: nas primárias republicanas apoiou McCain… agora virou-se para o democrata.

Se quiser estar a par dos apoios já expressos, veja aqui os de Obama e aqui os de McCain.

Eleições "à espanhola"

Sabendo dos problemas que tiveram há quatro anos para fazer chegar a mensagem à comunidade hispânica, a campanha democrata aposta no tudo por tudo. Seguindo à risca o conselho do senador do Novo México, Bill Richardson, resolveu emitir três anúncios totalmente em castelhano.

Os spots televisivos, de 30 segundos cada, vão ser emitidos apenas nos cinco estados com maior implantação "hispânica": Novo México, Colorado, Florida, Nevada e Virgínia.

"Peço-vos que votem não só por mim e pelos democratas, mas para preservar o sonho americano para vocês e para os vossos filhos", afirma Obama em castelhano.



De acordo com as sondagens, os 9 milhões de eleitores hispânicos pendem agora, na sua maioria, para o lado democrata. Em 2004, tinham votado 44% em Bush, mas não eram mais do que 7,6 milhões...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

PUMA’s zangados apoiam McCain

Não se sabe ao certo quantos são. Estão bem organizados e rondam os fóruns e blogs da internet a espalhar a sua mensagem. Alguns têm sido vistos nos comícios, munidos de placards e propaganda aparentemente contraditória.

São quase todos membros do Partido Democrata, uma grande maioria são mulheres e estão muito zangadas desde que Hillary Clinton perdeu a nomeação para candidata à presidência dos EUA.

Findo o processo das primárias, estes apoiantes de Clinton ouviram os apelos para a unidade do partido e responderam: “Party Unity My Ass!”, que se poderá traduzir de forma diplomática como “União Partidária Uma Ova”.

Tinha nascido o PUMA, que mais tarde mudaria o significado do seu acrónimo para o mais politicamente correcto “People United Means Action”.

Quando vir imagens de uma mulher com t-shirt da Hillary Clinton e um crachá de McCain cuidado, está na presença de uma felina irritada e perigosa.

Filipe d'Avillez

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O derradeiro argumento


Vinte e um meses depois da decisão de correr para a Casa Branca e a uma semana e um dia de chegar (ou não) à meta, Obama está de volta ao Ohio, campo de batalha que tanto pode dar vitória democrata como republicana.

O New York Times garante que a arma usada para estes últimos dias será sempre a mesma… tentar “colar” a imagem de McCain ao Presidente Bush.

Defence! Defence! Defence!


Como num jogo de futebol americano, em que o treinador escala a equipa consoante esteja a defender ou a atacar, os dois candidatos apostam em atacar… ou defender. O campo, esse, é o mesmo.

Obama está, claramente, ao ataque. Está a fazer campanha nos estados onde os democratas perderam para Bush há quatro anos.

McCain “faz pela vida” nos estados onde o ainda Presidente bateu Kerry.

Chegará o ataque de Obama para assegurar o “touchdown” no próximo dia 4?

Ou a defesa de McCain vai conseguir inverter o jogo a seu favor antes do apito final?
Pedro Caeiro

domingo, 26 de outubro de 2008

“Em que é que são diferentes as ideias de Obama das de Karl Marx?”

…foi por perguntas como esta que o candidato democrata à vice-presidência se questionou se estaria num programa de humor.

Em entrevista à WFTV, Joe Biden não reagiu bem às perguntas que lhe foram sendo postas pela jornalista.



Mais tarde, a campanha de Obama “retaliou”, cancelando uma entrevista que estava agendada com a mulher de Joe Biden.

No comunicado pode ler-se:

There's nothing wrong with tough questions, but reporters have the very important job of sharing the truth with the public -- not misleading the American people with false information. Senator Biden handled the interview well; however, the anchor was completely unprofessional. Senator Biden's wife is not running for elected office, and there are many other stations in the Orlando television market that would gladly conduct a respectful and factual interview with her”.

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