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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um canalizador sem licença


“É Joe o Canalizador… um canalizador?”. O Washington Post diz que é discutível.
É que, afinal, o homem mais famoso da campanha (logo a seguir a Obama e Mccain), nem sequer tem licença para exercer a profissão de canalizador.
Ah… e falta um pormenor: o nome dele nem sequer é Joe. É Sam.
Portanto, Joe o Canalizador nem é Joe, nem é canalizador.

Como se costuma dizer por cá, “sem saber ler nem escrever”, Joe (ou Sam) tornou-se o centro da campanha, com dezenas de jornalistas acampados à sua porta e a ter de pôr o telefone fora do descanso, para poder ter (algum) sossego.
Ainda assim, a Associação de Canalizadores e Técnicos de Vapor “desfez o mito”, ao garantir que Sam Wurzelbacher (mais conhecido como Joe the Plumber) não tem licença de actividade.

Pedro Caeiro

É preciso ter calma

Apesar de ser agora o “menino querido” dos conservadores e a principal arma de arremesso contra Obama, Joe the Plumber (ou Sam Wurzelbacher) recusa dizer em quem vai votar no próximo dia 4.
“É uma decisão pessoal. Só eu o botão que eu carregar saberão a resposta”, afirmou ao programa Good Morning America, da televisão ABC.
Mais tarde, frente à sua casa, respondeu aos repórteres que só quer “que os americanos votem em quem quiserem votar!”.

Foi McCain que o tornou famoso…

…mas foi por esta interpelação durante a campanha de Obama, sobre os planos fiscais do candidato democrata, que Joe o Canalizador começou a ser conhecido para além das fronteiras do bairro.

Um canalizador no centro do debate

Afinal, quem é Joe The Plumber (Joe o canalizador)? A pergunta (im)põe-se porque foi ele o nome mais referido no debate da última madrugada entre Barack Obama e John McCain.
O candidato republicano referiu-se várias vezes a Joe Wurzelbacher, de Toledo, Ohio, o “amigo Joe canalizador, que trabalha 10 a 12 horas por dia”.
Foi assim que “Joe” acabou por sair do anonimato e estar no centro do debate económico entre os dois candidatos presidenciais norte-americanos.

John McCain citou-o como alguém que, na eterna busca do sonho americano, planeia um dia comprar a empresa que o emprega.
McCain afirmou que o canalizador tinha feito as contas e concluído que, se Barack Obama fosse eleito Presidente, ele não poderia comprar a empresa, por causa dos impostos que teria de pagar.
“Joe” voltou à baila quando John quis contestar a proposta de seguro de saúde de Obama.
De tal modo foi o centro do debate, que Obama, acabou por se ver obrigado a tranquilizar “Joe o canalizador”: “Se está a ouvir-me, Joe, garanto-lhe que não será multado”, afirmou dirigindo-se às câmaras.

Joe Wurzelbacher (o verdadeiro Joe) assistiu ao debate e, no final, reiterou a ideia de que “McCain tinha razão” (naquele tema). Certo é que se recusou a revelar o seu sentido de voto.
Em declarações à imprensa, Joe disse ter ficado surpreendido por ter sido tratado por “Joe o canalizador” durante todo o debate: “Foi surreal o meu nome ter sido mencionado numa campanha presidencial”, comentou.

Pedro Caeiro

56 milhões a comer pipocas


O último debate televisivo entre Obama e MCain foi visto por 56,5 milhões de telespectadores, ou seja, menos do que a média dos outros dois debates anteriores.
Explicação?
Os analistas não têm dúvidas. A culpa foi da transmissão da Fox, do jogo decisivo entre os Philadelphia Phillies e os Los Angeles Dodgers para a Liga de Basebol.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

McCain no seu melhor pode não ter chegado


O ex-combatente no Vietname deixou uma reserva de forças para o último debate/combate televisivo. E dizem os analistas que se saiu bem melhor desta vez.
Em Hempstead, no estado de Nova Iorque, Obama não chegou a “cair do pedestal”. Não chegou a haver golpes de mestre, daqueles que viram toda uma campanha a favor de um ou outro candidato (como o episódio do carro usado comprado a Nixon).
O democrata tem vantagem nas sondagens e, apesar da melhor prestação de McCain, saiu “por cima”, mais uma vez, ao terceiro round.
“Obama não esteve tão confortável como nos outros dois debates, mas não cometeu qualquer erro ou gaffe”, afirma Larry Sabato, professor de Ciência Política da Universidade da Virginia.
“Foi o melhor debate de McCain”, garante o estratega republicano Scott Reed.
McCain tinha de atacar, mas isso podia funcionar como uma faca de dois gumes. Bruce Merrill, professor de Media e Comunicação de Massas da Universidade do Arizona, acha que Mccain fez bem em não lançar ataques agressivos contra Obama: “Acho que o seu negativismo quando está em modo de ataque não cai bem junto das mulheres e dos independentes”.
Uma coisa parece certa. A haver um vencedor claro deste terceiro e último debate, esse só pode ter sido um: Joe the Plumber.

Pedro Caeiro

Terceiro debate (Hempstead University, Nova Iorque)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Segundo debate (Belmont University, Tenessee)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O único debate entre Joe Biden e Sarah Palin (Washington University, St.Louis)

sábado, 27 de setembro de 2008

Primeiro debate (Universidade do Mississipi)

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