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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Canalizadores e pastores

De que é que se vai lembrar, quando recordar a corrida à Casa Branca?

A pergunta é respondida pela CNN, num artigo em que lembra que, passados os discursos, os debates e a febre da campanha, são momentos menos nobres os que ficam alojados algures na dispensa da memória colectiva.

Entre eles, ficam para a história, a adaptação de “Barbara Ann”, dos Beach Boys, que McCain transformou em “Bomb Iran”. Mas também a necessidade de Obama se afastar do seu “mentor espiritual” Jeremiah Wright, as gaffes de Joe Biden, a expressão “Pitbull de batôn” (de Sarah Palin sobre si mesma), a importância dada a Joe o Canalizador (que, afinal, não era nem Joe, nem canalizador), a filha grávida de Palin ou a intervenção de Paris Hilton a “arrasar” McCain.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Escolher um Presidente

A jornalista Katharine Q. Seelye, do New York Times, faz uma retrospectiva dos últimos dois anos na corrida à Casa Branca.

Vários meses de luta interna em cada um dos partidos resultaram em dois nomes: McCain e Obama.

Seguiram-se poucos meses de campanha um contra o outro.

Um dos dois pode mudar a América. A partir de hoje.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Obama com Springsteen e McCain com… Hillary


Na penúltima noite antes do “Dia D”, o concerto de Bruce Springsteen a favor de Obama juntou cerca de 80 mil pessoas no Ohio. Foi uma das últimas tentativas de tentar “roubar” em definitivo aquele estado aos republicanos.

Com música para os indecisos, não terá sido por acaso a escolha dos temas do repertório do “Boss”: “The Promised Land”,”Youngstown” e “Working on a Dream”.
Do lado republicano, à falta de música, usa-se a voz de Hillary Clinton contra Obama.

No habitual “convite telefónico” ao voto, a campanha republicana usou frases de Hillary em que esta fala da falta de experiência de Obama. Frases agora descontextualizadas, mas que foram lançadas na luta das Primárias, para convencer o eleitorado flutuante.

A resposta ao mal-estar causado pela campanha republicana veio pela porta-voz de Clinton, Kathleen Strand: “A Senadora Hillary Clinton não aprova esta mensagem e, nas suas viagens através do país, tem repetido uma e outra vez que a opção nestas eleições não pode ser mais clara. A dupla McCain/Palin só oferece mais do mesmo (as políticas falhadas de George W.Bush), enquanto Obama/Biden têm a visão, a liderança e as soluções certas que precisamos. E pergunto-me, pior que é que os republicanos não usam estas palavras?”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Deserções preocupam ex-combatente

São cada vez mais os nomes ligados ao lado republicano que anunciam o seu voto no candidato… democrata.

A mais recente deserção foi a do ex-senador do Maryland, Charles Mathias, que se junta, assim, ao antigo Secretário de Estado Colin Powell, ao ex-governador do Massachusetts William Weld e ao ex-porta-voz de Bush, Scott McClellan.
A escolha de Sarah Palin é o principal factor de cisão.

Ainda assim, McCain continua a apostar na desvalorização e a lembrar que ainda tem consigo quatro ex-secretários de Estado: Henry Kissinger, James Baker, Lawrence Eagleburger e Alexander Haig. E não esquece os “mais de 200 generais e almirantes reformados” que também expressaram o seu apoio.

A campanha de McCain não consegue, no entanto, esconder o incómodo provocado pelas reviravoltas sofridas na comunicação social. Alguns jornais tradicionalmente conservadores, como o The Chicago Tribune e o The Denver Post, já disseram publicamente apoiar Obama. O Los Angeles Times foi ainda mais longe: nas primárias republicanas apoiou McCain… agora virou-se para o democrata.

Se quiser estar a par dos apoios já expressos, veja aqui os de Obama e aqui os de McCain.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O que têm em comum o Japão, Sarah Palin e Barak Obama?

Os óculos da candidata a vice-Presidente dos EUA estão na ribalta. Agora, ele há com cada coincidência…

Os Kazuo Kawasaki MP-704 usados por Palin são produzidos na Masunaga Optical Manufacturing, uma fábrica japonesa localizada perto de uma região que tem o nome de Obama.

Ora, esta localidade na costa japonesa, vê com bons olhos e apoia publicamente o rival de Sarah Palin, Barak Obama.

As autoridades municipais de Obama, no Japão, quando repararam na coincidência entre os nomes, resolveram aproveitar para promover a sua região. Lá, encontram-se desde T-Shirts, a bolinhos, Obama burguers (hamburguer de peixe), pauzinhos e até uma música de apoio ao candidato homónimo.

Os óculos de Sarah Palin, esses, continuam a fazer furor. Feitos em titânio, não usam qualquer parafuso e o valor sem lentes, nos EUA, ronda os 255 euros.

O design é do japonês Kazuo Kawasaki, que antes já tinha visto as suas criações nas caras do antigo secretário de Estado Colin Powell ou da actriz Whoopi Goldberg. Mas agora é que o sucesso foi total. A fábrica não tem mãos a medir face à quantidade de encomendas que surgiram desde a primeira vez que Pallin apareceu em público com os óculos.

Já há lojas sem stock, mas ainda há o e-Bay.

É caso para dizer que Palin veio "ampliar" o sucesso de Obama.

Mafalda Lacerda

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Todos querem ser como ela… por um dia

Sabe qual a fantasia que mais se vende este ano nos Estados Unidos para o Halloween?
Não procure mais: a peruca de Sarah Palin.

Nas lojas de disfarces, o best-seller é a peruca que imita o penteado da candidata republicana à vice-presidência. Está à venda por cerca de 50 dólares.

Em tempo de crise, e a pensar nos que não tem tanto dinheiro, uma réplica dos famosos óculos de design japonês custam-lhe cerca de 10 dólares.

Quanto a máscaras, a de Obama está a ter mais saída que a de McCain. O disfarce de “Joe o Canalizador” também não está a vender nada mal.

domingo, 26 de outubro de 2008

Em casa de ferreiro...

As coisas não estão mesmo a correr nada bem para a campanha republicana.

Agora, até no Alasca (terra "governada" por Sarah Palin) se apela ao voto em Barack Obama.

O diário "Anchorage Daily News", o principal jornal do Alasca, escreveu, em editorial, que a senhora Palin poderá ter muitas qualidades, mas "neste momento, o país precisa de outra pessoa".

É caso para dizer: "Com amigos destes..."

Carlos Calaveiras

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

“Se soubessem como somos simples…”


Mal sabiam os republicanos a polémica que ia dar o gasto em roupa para Sarah Palin. A resposta da candidata foi dada hoje em entrevista ao Chicago Tribune.

Sarah Palin garante que as roupas não foram tão caras quanto dizem, que foram compradas apenas para a Convenção Republicana, que tem usado roupa barata este Outono e que a roupa será leiloada ou dada para caridade.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Roupa põe estratégia a nu


Os republicanos temem que a imagem de “hockey mom” de Sarah Palin possa ter ido por água abaixo.

A governadora do Alasca, tida até agora como o melhor elo da candidatura de McCain com as classes trabalhadoras, comprou roupa considerada “cara demais para a imagem que devia passar”.

O caso continua a dar que falar e o New York Times até faz uma fotogaleria sobre a roupa de Sarah Palin.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ir aos saldos no Alasca

Em tempo de vacas magras… o Comité Nacional Republicano resolveu gastar, só em Setembro, 150 mil dólares (116 mil euros) em roupas, acessórios e maquilhagem para Sarah Palin (cabeleireiro incluído… 4.716 dólares).

Estes gastos levantam questões entre os especialistas sobre a sua legalidade, até porque não é suposto gastar dinheiro da campanha em proveito pessoal. Mas a candidatura defende-se e diz que é dinheiro gasto “em estratégia”.

Quem já viu as facturas, acha estranho que faça parte da estratégia a compra de roupa de bebé… e de homem!

A porta-voz, Tracey Schmitt, limita-se a dizer que “com todos os problemas que afectam o país, é notável que estejamos a gastar tempo a falar de fatos e blusas”. E garante que “sempre foi nossa intenção doar para fins caritativos a roupa no final da campanha”.

domingo, 19 de outubro de 2008

Palin com sentido de humor

Numa demonstração de grande desportivismo, Sarah Palin aceitou abrir o programa Saturday Night Live onde, por várias vezes, tem sido alvo de “atenção especial”.

As “gaffes” da candidata a vice-presidente republicana não têm escapado a este programa da NBC e as imitações da actriz Tina Fey têm feito sucesso nos Estados Unidos.

Apesar de estar em crise nas sondagens (ou talvez por isso), Sarah Palin decidiu entrar na brincadeira e, com aparentemente à vontade, participou no programa encaixando sempre com um sorriso as piadas dos elementos da produção.

Falta saber – a poucos dias das eleições – se a governadora do Alasca ainda consegue ir recuperar os pontos que ganhou aquando da sua escolha surpresa para “número 2” de John McCain.

Carlos Calaveiras

"Money Money"

Os contabilistas de Barack Obama não têm mãos a medir por estes dias. Em Setembro, a campanha do candidato democrata angariou a quantia recorde de 150 milhões de dólares.

Os donativos dos "generosos" apoiantes do senador do Illinois dariam, por exemplo, para comprar um Estádio do Dragão e ainda sobravam uns "trocos".

Obama e o seu adversário republicano, Jonh McCain, preferem adquirir espaço nos "media", para fazerem chegar a mensagem aos milhões de eleitores norte-americanos, dispersos por 50 estados.

Ao contrário do candidato democrata, McCain optou por seguir o modelo de financiamento público. Isto significa que, de 1 de Setembro até ao fim da campanha, tem 84 milhões de dólares para gastar, mas também poderá contar com alguns dos fundos angariados pelo Comité Nacional Republicano.

Ricardo Vieira

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sarah Palin’s Flying Circus

Este video é a prova de que as Presidenciais norte-americanas “mexem” com todo o mundo. Até os Monty Python podem ter uma palavra a dizer sobre as eleições para a Casa Branca.
John Cleese compara Sarah Palin a um pagagaio. E diz que nem os Monty Python teriam feito melhor.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O único debate entre Joe Biden e Sarah Palin (Washington University, St.Louis)

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