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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Imagem do Dia



George W. Bush e Barack Obama conversam na Sala Oval. O Presidente cessante dos Estados Unidos recebeu esta segunda-feira, na Casa Branca, o seu sucessor, que toma posse a 20 de Janeiro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama é o 44º Presidente dos Estados Unidos

Já não há dúvidas: Barack Obama é o próximo inquilino da Casa Branca, sucedendo a George W. Bush.

É um dia histórico para a política norte-americana: pela primeira vez os Estados Unidos têm um Presidente negro.

A esta hora ainda não há resultados finais, mas todas as projecções confirmam a vitória do candidato democrata.

Para já, Obama tem, segundo a CNN, 297 votos confirmados no colégio eleitoral, contra 139 do republicano John McCain. De recordar que a vitória se consegue aos 270.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Seja qual for o resultado…

…o que mais preocupou os americanos hoje, quando foram votar foi… a economia.

Numa sondagem à boca das urnas, mais de nove em cada dez* norte-americanos reconhecem que a situação económica “é má” e seis em cada dez dizem que a economia é o mais importante desafio da nação.

Diz a História que, sempre que o pensamento foi este, a eleição acabou com uma viragem política na Casa Branca. Foi assim em 1992, 1980, 1960 e 1932.

Curioso que, em 2004, os eleitores estavam mais divididos quanto à economia. 47% diziam que estava “boa” ou “excelente”, enquanto 52% diziam que estava “em má forma”.

Na altura, os “pessimistas” votaram no democrata John Kerry (cerca de oito em cada dez). Quanto aos “optimistas”, nove em cada dez deram voto a Bush.

Desta vez, como será?


*isto das médias nas sondagens tem destas coisas. O que serão, por exemplo, 9,2 americanos em cada dez? Nove americanos e um antebraço? Nove americanos, duas orelhas, um nariz e meio pé?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Obama com Springsteen e McCain com… Hillary


Na penúltima noite antes do “Dia D”, o concerto de Bruce Springsteen a favor de Obama juntou cerca de 80 mil pessoas no Ohio. Foi uma das últimas tentativas de tentar “roubar” em definitivo aquele estado aos republicanos.

Com música para os indecisos, não terá sido por acaso a escolha dos temas do repertório do “Boss”: “The Promised Land”,”Youngstown” e “Working on a Dream”.
Do lado republicano, à falta de música, usa-se a voz de Hillary Clinton contra Obama.

No habitual “convite telefónico” ao voto, a campanha republicana usou frases de Hillary em que esta fala da falta de experiência de Obama. Frases agora descontextualizadas, mas que foram lançadas na luta das Primárias, para convencer o eleitorado flutuante.

A resposta ao mal-estar causado pela campanha republicana veio pela porta-voz de Clinton, Kathleen Strand: “A Senadora Hillary Clinton não aprova esta mensagem e, nas suas viagens através do país, tem repetido uma e outra vez que a opção nestas eleições não pode ser mais clara. A dupla McCain/Palin só oferece mais do mesmo (as políticas falhadas de George W.Bush), enquanto Obama/Biden têm a visão, a liderança e as soluções certas que precisamos. E pergunto-me, pior que é que os republicanos não usam estas palavras?”.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"Até tu, McCain?"

Atacar, ainda mais, Bush.

Esta pode ser a estratégia para os últimos dias de campanha republicana para tentar inverter a vantagem de Obama nas sondagens.

A cada oportunidade, McCain retoma a linha adoptada no último debate em Long Island com o "Eu não sou Bush!". Num anúncio televisivo, o senador do Arizona olha para o eleitor e dispara uma pergunta que bem poderia sair da boca de Obama "Os últimos oito anos não correram lá muito bem, pois não?". Pois não.

É verdade que, há oito anos, quando enfrentava Bush na corrida das primárias, McCain já criticava as opções económicas de George Walker, mas agora tem de deixar bem claro que há muito entrou em ruptura com a equipa económica da Casa Branca.

O principal ponto é a crise financeira, o tema que será decisivo no momento de decidir o voto. McCain critica a forma como Bush enfrentou a crise. Ou seja: assume que a Casa Branca está mais preocupada em proteger os bancos do que evitar que os norte-americanos percam as casas por não pagar as prestações dos empréstimos.

Os republicanos reconhecem que, no que resta de campanha, terão de tentar apagar a tese de Obama de que McCain é um clone de Bush.

O problema para o senador do Arizona é o "histórico" das votações do Congresso: McCain votou em 90% das vezes ao lado de Bush.

Da Sala Oval, a esta hora, até se justificava um "Até tu McCain?"

José Bastos, nos Estados Unidos

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sean Hannity

Neste ciclo eleitoral qualquer candidato republicano teria iniciado a campanha com a desvantagem de oito anos consecutivos de um republicano na Casa Branca.

Por si só, o facto poderia alimentar desejos de mudança, não seria sequer necessário que o actual presidente fosse particularmente impopular.

Todos os momentos positivos de GWB (sim, também os houve: derrota da Al Qaeda, desnuclearização da Libia, Coreia do Norte e Iraque) estão esquecidos e é culpado de todos os males do mundo.

É verdade que a política fiscal de Bush produziu deficits excessivos, mas foi Bill Clinton que criou condições para a entrada dos clientes subprime no crédito hipotecário.

A somar a este lastro, McCain teve, desde o Verão, de enfrentar o último e decisivo inimigo: a desaceleração económica a caminho da recessão. Já este mês a crise económica de Outubro sepultou boa parte do sistema financeiro e afundou a economia real, a que toca nos bolsos do eleitor americano.

Não adianta avaliar se todos estes danos para McCain são desproporcionados devido à presunção da culpa da administração republicana. As desvantagens estão aí e, nesta altura, parecem ser insuperáveis.

Mesmo que Sean Hannity, estrela da FOX NEWS, o canal direito da estereofonia televisiva norte-americana, tenha dedicado boa parte do seu último programa a elencar razões para evitar Obama.

A saber: não tem experiência, frágil em política externa, aumentará impostos e despesa pública, se ganhar leva a uma supermaioria democrata no Congresso e Casa Branca, muda de opinião facilmente, Joe Biden não é de confiança, a imprensa confere-lhe uma aura messiânica e, last but not the least, é amigo de esquerdistas e palestinianos.

Sean Hannity chega tarde.

José Bastos, nos Estados Unidos

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O derradeiro argumento


Vinte e um meses depois da decisão de correr para a Casa Branca e a uma semana e um dia de chegar (ou não) à meta, Obama está de volta ao Ohio, campo de batalha que tanto pode dar vitória democrata como republicana.

O New York Times garante que a arma usada para estes últimos dias será sempre a mesma… tentar “colar” a imagem de McCain ao Presidente Bush.

Defence! Defence! Defence!


Como num jogo de futebol americano, em que o treinador escala a equipa consoante esteja a defender ou a atacar, os dois candidatos apostam em atacar… ou defender. O campo, esse, é o mesmo.

Obama está, claramente, ao ataque. Está a fazer campanha nos estados onde os democratas perderam para Bush há quatro anos.

McCain “faz pela vida” nos estados onde o ainda Presidente bateu Kerry.

Chegará o ataque de Obama para assegurar o “touchdown” no próximo dia 4?

Ou a defesa de McCain vai conseguir inverter o jogo a seu favor antes do apito final?
Pedro Caeiro

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Imagem do dia

Ele já votou...
Foto na Casa Branca de Eric Draper

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Adivinha

Quem é, quem é, que ainda não apareceu uma única vez em acções de campanha para as Presidenciais 2008? Uma dica: se aparecesse, podia desajudar.

Já há quem lhe chame… “o Homem Invisível”.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Há imagens que custam a descolar

“I’m not Bush” parece ser a nova frase chave da campanha de John McCain tantas são as vezes que o candidato republicano a repete em cada intervenção pública.

Especialmente desde o último debate televisivo com Barack Obama que McCain está a tentar provar que não é um “delfim” do actual Presidente e que os próximos quatro anos não vão ser uma continuação dos últimos oito.

A impopularidade crescente de George W. Bush tem sido um entrave ao avanço da campanha republicana, até porque o lado democrata tem feito questão de não deixar cair a ligação entre os dois.

Descolar de W. Bush pode ser a última esperança do senador do Arizona chegar à Casa Branca.

Carlos Calaveiras

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