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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Canalizadores e pastores

De que é que se vai lembrar, quando recordar a corrida à Casa Branca?

A pergunta é respondida pela CNN, num artigo em que lembra que, passados os discursos, os debates e a febre da campanha, são momentos menos nobres os que ficam alojados algures na dispensa da memória colectiva.

Entre eles, ficam para a história, a adaptação de “Barbara Ann”, dos Beach Boys, que McCain transformou em “Bomb Iran”. Mas também a necessidade de Obama se afastar do seu “mentor espiritual” Jeremiah Wright, as gaffes de Joe Biden, a expressão “Pitbull de batôn” (de Sarah Palin sobre si mesma), a importância dada a Joe o Canalizador (que, afinal, não era nem Joe, nem canalizador), a filha grávida de Palin ou a intervenção de Paris Hilton a “arrasar” McCain.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Jeitinho para o negócio

Pensa que os americanos se esqueceram de Joe the Plumber?
Nada de mais errado. Antes pelo contrário.
O “herói” das Presidenciais continua nas bocas do mundo… e no tronco dos americanos. Isto porque há quem não tenha perdido tempo e fez do canalizador um negócio.
As t-shirts de Joe vendem-se aqui, aqui, aqui e aqui. Se fosse cá, diria, “é escolher, freguês”!

Pedro Caeiro

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um canalizador sem licença


“É Joe o Canalizador… um canalizador?”. O Washington Post diz que é discutível.
É que, afinal, o homem mais famoso da campanha (logo a seguir a Obama e Mccain), nem sequer tem licença para exercer a profissão de canalizador.
Ah… e falta um pormenor: o nome dele nem sequer é Joe. É Sam.
Portanto, Joe o Canalizador nem é Joe, nem é canalizador.

Como se costuma dizer por cá, “sem saber ler nem escrever”, Joe (ou Sam) tornou-se o centro da campanha, com dezenas de jornalistas acampados à sua porta e a ter de pôr o telefone fora do descanso, para poder ter (algum) sossego.
Ainda assim, a Associação de Canalizadores e Técnicos de Vapor “desfez o mito”, ao garantir que Sam Wurzelbacher (mais conhecido como Joe the Plumber) não tem licença de actividade.

Pedro Caeiro

Duelo de anedotas

Imagina Cavaco Silva, Manuel Alegre e Mário Soares a trocar piadas uns sobre os outros num jantar público? Não está a ver, pois não?
Na América isso é possível e, até, uma tradição.
Antes de cada eleição presidencial, há um jantar de beneficência, em que os dois candidatos partilham o mesmo palco e trocam piadas entre si.
Desde 1945 que é assim. E só falhou duas vezes.

John McCain abriu as hostilidades com uma referência a “Joe the Plumber”, o nome por que ficou conhecido Samuel Wurzelbacher, um canalizador que apareceu na televisão a questionar Obama sobre o seu plano de impostos.
“Posso confirmar que esta manhã despedi todos os meus conselheiros estratégicos, e substituí-os por Joe the Plumber”. McCain, disse ainda que o mesmo canalizador tinha acabado de assegurar um contrato com um casal abastado, para tratar da canalização das suas sete casas, satirizando-se assim a si mesmo.

De seguida, referiu que conseguia sentir o apoio de muitos dos presentes, antes de se dirigir a Hillary Clinton, agradecendo a sua presença, dando assim a entender que a senadora democrata deseja a derrota de Obama.

Depois foi a vez de Obama. As primeiras piadas foram sobre si mesmo. “Ao contrário do que terão ouvido dizer, eu não nasci numa manjedoura”, disse, aludindo à sua própria popularidade. “Na verdade eu nasci no planeta Krypton, e fui enviado pelo meu pai Jor-el para salvar o planeta Terra”, concluiu Obama, comparando-se assim com o Super-Homem.

Obama gozou ainda com o seu próprio nome, referindo que o seu segundo nome, Hussein, lhe tinha sido dado por alguém “que obviamente não esperava que eu me candidatasse à presidência”.

Pedro Caeiro/Filipe d’Avillez

É preciso ter calma

Apesar de ser agora o “menino querido” dos conservadores e a principal arma de arremesso contra Obama, Joe the Plumber (ou Sam Wurzelbacher) recusa dizer em quem vai votar no próximo dia 4.
“É uma decisão pessoal. Só eu o botão que eu carregar saberão a resposta”, afirmou ao programa Good Morning America, da televisão ABC.
Mais tarde, frente à sua casa, respondeu aos repórteres que só quer “que os americanos votem em quem quiserem votar!”.

Foi McCain que o tornou famoso…

…mas foi por esta interpelação durante a campanha de Obama, sobre os planos fiscais do candidato democrata, que Joe o Canalizador começou a ser conhecido para além das fronteiras do bairro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Terceiro debate (Hempstead University, Nova Iorque)

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