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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Aí estão eles…

…os temidos problemas com “o sistema”!

A afluência às urnas acima do normal já fez estragos. Há queixas de eleitores em estados como o da Virginia e Pensilvânia. Problemas que poderiam desmobilizar eventuais votantes.

Filas intermináveis com várias horas de espera, máquinas de voto avariadas ou a falta de boletins de voto (!) foram alguns dos problemas denunciados.

Alguns locais de voto nestes dois estados foram simplesmente fechados ou estiveram encerrados várias horas. Mas há mais… a espera para votar tem sido desesperante na Florida, Ohio, Colorado e Michigan.

Parece que a mais avançada democracia do mundo continua a ter problemas dignos do terceiro mundo...

A última esperança

Dois anos depois da decisão de avançar, 632 dias com muitos altos e alguns baixos, Obama foi à Virginia fazer um discurso “à Luther King”. Antes passou pela Florida e Carolina do Norte. Três estados “republicanos” e uma só ideia: “One more day”.



Dez anos depois da primeira intenção de concorrer à Casa Branca e como um bom ex-combatente do Vietname, John McCain foi buscar as suas últimas forças para nadar até à praia.

Num só dia, atacou em sete estados: Florida, Tennessee, Pensilvânia, Indiana, Novo México, Nevada e Arizona.

Fechou a campanha em casa, mas um dos últimos discursos antes das eleições de hoje foi em Tampa, na Florida. Num último fôlego, fica o pedido para todos: "Volunteers, knock on doors, get your neighbors to the polls. I need your vote."

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Improvável, mas não impossível

Nas próximas horas quem - garantidamente - não terá um minuto de descanso serão os tripulantes do Obama Jet e do McCain Jet. Os pilotos dos aviões de campanha terão de preparar sucessivas aterragens e descolagens de vários pontos da geografia eleitoral norte-americana neste frenético fim de festa.

Obama, mostrando uma invejável dose de auto-confiança, saltita por estados vencidos por Bush em 2004 e de larga tradição republicana. Já McCain andará por território favorável, com a excepção da Pensylvania.

McCain olha para este estado como o único dos que Kerry venceu em 2004, que, em 2008, pode inclinar-se para o Partido Republicano.

E porquê tanta atenção? Porque os 21 votos do estado no Colégio Eleitoral podem compensar uma eventual perda de 13 da Virginia e 7 do Iowa.

Há dois dias falava-se de McCain a encurtar distâncias nas sondagens, mas esta segunda-feira a vantagem volta ao lado de Obama com, no mínimo, 5 pontos, no máximo 8.

Nas projecções para o que realmente conta, o Colégio Eleitoral, o orgão que elege o presidente, Obama terá, na média de todas as sondagens, 291 votos dos 538 totais, sendo que 270 chegam para ganhar.

Quer isto dizer que tudo está já perdido para McCain? Não necessariamente.

Ponderem-se, então, estas hipóteses, distantes, mas não, totalmente, negligenciáveis:

1. É possível que boa parte dos eleitores republicanos não estejam a ser consultados nas sondagens ou, via "efeito Bradley" mentem na preferência assinalada?

2. É possível que boa parte dos 5 a 7% de indecisos se volte para McCain?

3. É possível que boa parte do eleitorado Obama, desencorajado pela atmosfera do "já ganhou", não se desloque às urnas?

A resposta afirmativa a todas - ou a apenas uma - destas questões será improvável, mas impossível, impossível, não é!

José Bastos, nos Estados Unidos

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