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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

The end of the road

Foi um caminho longo, mas, graças à mais bem organizada campanha da história (facto reconhecido por democratas e republicanos), um afro-americano chega onde nenhum outro tinha sequer sonhado chegar.

A CBS mostra, em menos de três minutos, os momentos-chave desse caminho.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Resultados preliminares II

São agora 7h30 e ainda se contam votos. Apesar disso, já não há dúvidas e Barack Obama é o 44º Presidente dos Estados Unidos.

Nesta altura, o democrata Obama tem garantidos 338 votos no Colégio Eleitoral contra 160 do republicano John McCain.

De recordar que, para garantir lugar na Casa Branca, o vencedor "só" necessita de 270 votos.

No voto popular, Barack Obama conseguiu 52%, com quase 56 milhões de votos, enquanto John McCain alcançou 51 milhões de votos.

A tomada de posse está marcada para 20 de Janeiro de 2009.

McCain reconhece derrota

O candidato republicano reconheceu a derrota nas presidenciais nos Estados Unidos e já felicitou Barack Obama, o 44º Presidente.

Num discurso no estado do Arizona, poucos minutos depois de saírem os resultados na Califórnia e na Virginia que confirmaram o triunfo de Obama, John McCain exortou todos os americanos a unirem-se, esquecerem as divergências e a apoiarem o novo Presidente.

McCain confirmou que já falou com Obama e que se mostrou disposto a ajudar em tudo o que fosse necessário.

O objectivo é – disse - conseguir que o país volte a ter prosperidade económica e segurança.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Seja qual for o resultado…

…o que mais preocupou os americanos hoje, quando foram votar foi… a economia.

Numa sondagem à boca das urnas, mais de nove em cada dez* norte-americanos reconhecem que a situação económica “é má” e seis em cada dez dizem que a economia é o mais importante desafio da nação.

Diz a História que, sempre que o pensamento foi este, a eleição acabou com uma viragem política na Casa Branca. Foi assim em 1992, 1980, 1960 e 1932.

Curioso que, em 2004, os eleitores estavam mais divididos quanto à economia. 47% diziam que estava “boa” ou “excelente”, enquanto 52% diziam que estava “em má forma”.

Na altura, os “pessimistas” votaram no democrata John Kerry (cerca de oito em cada dez). Quanto aos “optimistas”, nove em cada dez deram voto a Bush.

Desta vez, como será?


*isto das médias nas sondagens tem destas coisas. O que serão, por exemplo, 9,2 americanos em cada dez? Nove americanos e um antebraço? Nove americanos, duas orelhas, um nariz e meio pé?

Aí estão eles…

…os temidos problemas com “o sistema”!

A afluência às urnas acima do normal já fez estragos. Há queixas de eleitores em estados como o da Virginia e Pensilvânia. Problemas que poderiam desmobilizar eventuais votantes.

Filas intermináveis com várias horas de espera, máquinas de voto avariadas ou a falta de boletins de voto (!) foram alguns dos problemas denunciados.

Alguns locais de voto nestes dois estados foram simplesmente fechados ou estiveram encerrados várias horas. Mas há mais… a espera para votar tem sido desesperante na Florida, Ohio, Colorado e Michigan.

Parece que a mais avançada democracia do mundo continua a ter problemas dignos do terceiro mundo...

O mundo quer… Obama


Já aqui se falou do projecto If The World Could Vote. Está, de resto, nos links mesmo aqui ao lado.

Antes de se saber o que acham os americanos… é altura de saber o que gostaria o mundo que acontecesse esta noite.

E se lhe disséssemos que Portugal foi o país que mais votou, logo a seguir aos próprios Estados Unidos, Canadá e Austrália? No mínimo, curioso.

Obama já ganha


Dixville Notch, já ouviu falar? É uma pequena localidade do estado de New Hampshire e é conhecida nos Estados Unidos porque é sempre a primeira a "despachar" o acto eleitoral.

As urnas abrem à meia-noite e tudo fica resolvido rapidamente porque tem apenas 75 habitantes. Habitualmente, vencem os republicanos (desde 1968 que era assim) mas, desta vez, o candidato democrata levou a melhor.

Barack Obama conseguiu 15 dos 21 votos e "fintou" John McCain.

Claro que não é nesta pequena localidade que se decidem as presidenciais norte-americanas - até porque o estado de New Hampshire só "dá" quatro votos para o Colégio Eleitoral - mas pode ser um indicador.

Lá para as 23 horas (hora de Lisboa) começam a sair as primeiras sondagens nacionais das grandes cadeias norte-americanas.

Escolher um Presidente

A jornalista Katharine Q. Seelye, do New York Times, faz uma retrospectiva dos últimos dois anos na corrida à Casa Branca.

Vários meses de luta interna em cada um dos partidos resultaram em dois nomes: McCain e Obama.

Seguiram-se poucos meses de campanha um contra o outro.

Um dos dois pode mudar a América. A partir de hoje.

Lá… não como cá

Como se combate a abstenção?

Para além de tornar a política interessante, por que não esclarecer as pessoas?

Num sistema eleitoral complicado como o norte-americano, o programa matinal da CBS News convidou Mark Kitchens para explicar as 5 ideias essenciais para esta terça-feira:

1.Ter certeza de que está registado e trazer o BI (à excepção do Dakota do Norte, onde nem é preciso registo)
2.Saber onde é a sua mesa de voto e a que horas fecha
3.Democratas e republicanos vota todos no mesmo dia (porque ainda há quem pense que não)
4.Deixe todo o material de campanha em casa
5.Vá votar. Todos os votos contam (as eleições de 2004 decidiram-se por menos de 120 mil votos no Ohio, enquanto as de 2000 ficaram resolvidas por 537 votos na Florida).

domingo, 2 de novembro de 2008

Vozes sem voto


Nunca uma eleição para a Casa Branca foi tão debatida em todo o mundo. Não só porque a crise made in America se transformou em best-seller para exportação (indesejada), mas sobretudo porque a comunidade “blogueira” nunca foi tão grande como agora.

Por isso mesmo, é muito difícil saber tudo o que se diz por esses blogs fora.

A menos que visite o blog Voices Without Votes, cujo mote é: “A América vota. O Mundo fala”.

Tal como o nome indica, agrega alguns blogs não americanos que falam das eleições nos EUA.

Este espaço virtual é editado por Amira Al Hussaini, um jornalista de 35 anos nascido no Bahrain e a viver actualmente no Canadá. Na base está a Reuters, que cedeu o espaço virtual.

A ideia é a de mostrar que, já que o mundo não pode votar, pelo menos que os americanos percebam que os seus votos podem influenciar todo o mundo”.

sábado, 1 de novembro de 2008

Política ou Arte?

A eleição do próximo inquilino da Casa Branca não é um mero acto eleitoral. Não é “só” a eleição do homem mais poderoso do mundo.

Também pode ser motivo de manifestações artísticas, que chegam a atravessar o Atlântico ou o Pacífico.

O Gum Election é um projecto de arte a que chamam “de guerrilha”. Nasceu em Outubro em Nova Iorque e o objectivo, para além de encorajar os norte-americanos a votar no próximo dia 4, passa por convencê-los a não deitar no chão as pastilhas elásticas que estejam a mastigar.

Assim, um artista não identificado resolveu criar um pequeno cartaz com as faces estilizadas dos dois candidatos: McCain em cima, Obama em baixo.

E a ideia é que o seu voto, em plena rua, seja expresso, colocando a pastilha que ia deitar fora em cima do candidato que não quer ver eleito. Ou seja, naquele que considera pior.

Se quiser espalhar esta forma de arte pela sua cidade - pode ler-se no blog do projecto – basta imprimir o cartaz que lá encontra e distribuí-lo.

Depois, é esperar que haja votantes a aderir com as suas pastilhas… e enviar para o blog as fotos com os resultados.

Já há cartazes espalhados por Nova Iorque, Seattle, Chicago, Miami ou São Francisco... mas também em Berlim, Dusseldorf ou Sidney.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Candidato de raça

Se Obama ganhar, os Estados Unidos - país que há não mais que 50 anos ainda combatia a segregação racial no Sul - estarão a viver um momento para a história: a chegada do primeiro afro-americano à Casa Branca.

Barack Obama é percepcionado como um candidato negro e pode ser que, por isso, conte com o apoio dos brancos progressistas na presunção de que a sua presidência varrerá todos os pecados brancos cometidos da escravatura em diante.

Mas Obama não é descendente de escravos e a sua matriz cultural não tem nada em comum com a dos negros norte-americanos.

É filho de uma mãe ultraprogressista que rejeitou a sua identidade branca e os próprios Estados Unidos (preferiu a Indonésia) com opiniões moldadas na urbana e esquerdista Chicago.

Esquerdista e negro. Poderá ser a raça um factor decisivo nestas Presidenciais?

Em bom rigor, das opiniões que escuto, a maioria coincide em que pode não estar tudo - necessariamente - decidido. Por causa da raça.

Nas sondagens, Obama lidera com 5 a 8 pontos, mas o "factor raça" pode valer nas urnas menos 5, 6 pontos.

Ainda assim também se sugere que o "efeito Bradley" - quando, por receio de parecer racistas, os eleitores ocultam os preconceitos nas respostas às sondagens - não voltará a repetir-se, porque a sociedade mudou muito desde 1982, quando o candidato negro Bradley viu na California que, ao contrário das consultas de opinião, nas urnas venceu um candidato branco.

A sociedade mudou, há mais médicos, advogados, universitários negros. A campanha foi tão longa que o eleitor com preconceitos raciais já se terá habituado à figura de Obama.

Por aqui também se lembra que Truman percebeu melhor que ninguém a sociedade americana em 1948 e, por isso, ganhou contra todos os prognósticos.

Desta vez, Obama poderá ter feito a leitura correcta do mosaico social de 2008, mais multicultural, mais plural.

Faltará saber se a leitura que a sociedade norte-americana fará na próxima terça-feira é coincidente com a do senador negro, mas a verdade é que ninguém garante que a raça não seja "o factor" destas eleições.

José Bastos, nos Estados Unidos

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Votos que vêm do Espaço

Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS), ambos norte-americanos, também vão votar nas eleições para a Casa Branca.

Graças a uma lei instituída em 1997, os astronautas americanos, cuja maioria está recenseada na cidade de Houston, no Texas, ou arredores, têm a possibilidade de votar a partir do Espaço.

Um "procedimento electrónico de votação segura" – segundo a NASA – permite fazer chegar os votos a Terra.

Assim, o comandante Edward Michael Fincke e o engenheiro de voo Greg Chamitoff vão escolher o seu candidato a cerca de 400 quilómetros de altitude e a uma velocidade de mais de 28 mil km/h.

Lá de cima já enviaram um vídeo de apelo ao voto.

Esperemos que nestas eleições, estes, sejam os únicos votos a "cair do Espaço".

Mafalda Lacerda

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O derradeiro argumento


Vinte e um meses depois da decisão de correr para a Casa Branca e a uma semana e um dia de chegar (ou não) à meta, Obama está de volta ao Ohio, campo de batalha que tanto pode dar vitória democrata como republicana.

O New York Times garante que a arma usada para estes últimos dias será sempre a mesma… tentar “colar” a imagem de McCain ao Presidente Bush.

domingo, 26 de outubro de 2008

A playlist dos candidatos

John McCain e Barack Obama aceitaram o desafio da revista "Blender" e revelaram ao mundo as suas dez músicas de sempre.

Nesta batalha de DJ's com a Casa Branca em pano de fundo, o republicano assume-se como fã de ABBA e o democrata como um eclético ouvinte de rock, jazz, soul ou hip hop.

E para quem acha que os dois candidatos não têm nada em comum, desengane-se, porque a voz de Frank Sinatra consegue ser o factor de união.

Nota aos mais desatentos: Os nomes de algumas músicas não são inocentes.

BARACK OBAMA
1. Ready or Not - Fugees
2. What’s Going On - Marvin Gaye
3. I’m On Fire - Bruce Spingsteen
4. Gimme Shelter - Rolling Stones
5. Sinnerman - Nina Simone
6. Touch the Sky - Kanye West
7. You’d Be So Easy to Love - Frank Sinatra
8. Think - Aretha Franklin
9. City of Blinding Lights - U2
10. Yes We Can - will.i.am

JOHN McCAIN
1. Dancing Queen - ABBA
2. Blue Bayou - Roy Orbison
3. Take a Chance On Me - ABBA
4. If We MakeIt Through December - Merle Haggard
5. As Time Goes By - Dooley Wilson
6. Good Vibrations - The Beach Boys
7. What A Wonderful World - Louis Armstrong
8. I’ve Got You Under My Skin - Frank Sinatra
9. Sweet Caroline - Neil Diamond
10. Smoke Gets In Your Eyes - The Platters

Ricardo Vieira

O sistema explicado… para miúdos

O sistema eleitoral norte-americano é de tal modo complicado, que as autoridades temem uma elevada abstenção.
Afinal, quem alinha em algo que não compreende?
Por isso, sucedem-se as tentativas de explicar o que nem sempre é fácil de perceber. Nem que seja... em inglês básico!

sábado, 25 de outubro de 2008

Vão votar… mesmo que o sistema seja mau

…é a mensagem que a organização Why Tuesday quer fazer passar aos eleitores dos Estados Unidos.

Tal como nome indica, a Why Tuesday questiona, entre outras coisas, a tradição de se fazerem as eleições às terças-feiras. Mas porquê?

A sugestão é que as façam ao domingo para permitir que todos vão votar (por exemplo, os que têm dois empregos, que são cada vez mais).

Entretanto, interessa é votar. Por isso, uma conhecida actriz de Hollywood não dá a cara, mas dá a voz (distorcida), pela causa.

P.S. – se reparar, mesmo no fim do vídeo… dá para ver que é Kirsten Dunst (a “namorada” do Homem Aranha).

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Imagem do dia

Ele já votou...
Foto na Casa Branca de Eric Draper

Obama, McCain, casamento, aborto, casinos e… haxixe


Para além de escolherem o próximo presidente e os seus representantes para o Congresso e para o Senado, há 37 estados da união que colocam questões aos seus eleitores. As decisões destes 153 referendos estaduais apenas têm aplicação local e variam em importância e grau de polémica.

Casamento: Califórnia, Arizona e Florida colocam aos eleitores a possibilidade de limitar a definição de casamento à união “entre um homem e uma mulher”, para combater ou inverter as leis que pretendem permitir o “casamento” homossexual.

Aborto: Mais uma vez na Califórnia, a Proposição 4, se aprovada, obrigará os médicos a informar os pais de qualquer menor que procure fazer um aborto, com pelo menos 48 horas de antecedência. O Dakota do Sul quer banir o aborto em todas as situações, excepto em casos de violação, incesto ou de perigo de vida para a mãe, e o Colorado tenta aprovar uma medida que definirá legalmente a noção de “pessoa” como aplicável a partir do momento da concepção.

Mas há também medidas menos fracturantes. No Missouri quer-se estabelecer o inglês como língua oficial em todas as reuniões governamentais; no Maryland e no Ohio as medidas têm a ver com casinos e jogo, e três estados pretendem referendar a utilização de marijuana para usos terapêuticos.

Uma lista completa das medidas, por tema, pode ser encontrada aqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Jogo de antecipação

Há pessoas que não gostam de deixar nada para o último dia e muitos norte-americanos votam antes da data oficial de 4 de Novembro.

O chamado early vote já arrancou em estados como a Virgínia, o Kentucky e a Geórgia e, esta segunda-feira, é a vez dos eleitores registados no Texas e na Florida poderem começar a fazê-lo, presencialmente ou através do correio.

Barack Obama aproveita a ocasião para fazer campanha na Florida, onde vai contar com apoio da ex-adversária à nomeação democrata e actual aliada, Hillary Clinton.

Enquanto a candidatura de Obama aposta forte em cativar os eleitores dos estados onde já se pode votar, as atenções do republicano John McCain estão mais voltadas para as pessoas que costumam engrossar os números da abstenção.

Uma coisa é certa, o early vote tem vindo a ganhar adeptos e nestas eleições presidenciais estima-se que um terço dos norte-americanos registados possam exercer o seu direito de voto antes de 4 de Novembro.

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