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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O derradeiro argumento


Vinte e um meses depois da decisão de correr para a Casa Branca e a uma semana e um dia de chegar (ou não) à meta, Obama está de volta ao Ohio, campo de batalha que tanto pode dar vitória democrata como republicana.

O New York Times garante que a arma usada para estes últimos dias será sempre a mesma… tentar “colar” a imagem de McCain ao Presidente Bush.

Defence! Defence! Defence!


Como num jogo de futebol americano, em que o treinador escala a equipa consoante esteja a defender ou a atacar, os dois candidatos apostam em atacar… ou defender. O campo, esse, é o mesmo.

Obama está, claramente, ao ataque. Está a fazer campanha nos estados onde os democratas perderam para Bush há quatro anos.

McCain “faz pela vida” nos estados onde o ainda Presidente bateu Kerry.

Chegará o ataque de Obama para assegurar o “touchdown” no próximo dia 4?

Ou a defesa de McCain vai conseguir inverter o jogo a seu favor antes do apito final?
Pedro Caeiro

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Irão torce por Obama

O político iraniano Ali Larijani, com fortes ligações ao supremo líder da República Islâmica, Ayatollah Ali Khamenei, disse aos jornalistas, no Bahrein, que “Barack Obama parece ser mais racional que John McCain”, revelando-se cautelosamente esperançoso que o democrata ganhe as eleições.

Barack Obama, que continua a tentar convencer uma parte do seu eleitorado de que não é muçulmano, que evita a todo o custo usar o seu segundo nome, Hussein, e que tem sido acusado pelos republicanos de ser demasiado brando em relação a países como o Irão, “agradece” certamente o voto de confiança.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Critérios duvidosos

A Al-Jazeera foi até uma pequena localidade no Ohio para sondar os apoiantes de McCain e Palin. A peça que daí resultou é particularmente interessante. Os comentários que a reportagem colheu entre alguns dos eleitores são na sua esmagadora maioria racistas, falsos ou simplesmente… bizarros.

Desde a velhinha que insiste no já desmentidíssimo boato: “Ele não é cristão! Somos um país cristão, o que será feito do país se ele ganhar?” até ao jovem com uma filha às cavalitas que recorre a linguagem bíblica: “Obama parece-me um lobo em pele de cordeiro. Já a Palin, acredito que está cheia do Espírito Santo e trará integridade e honestidade à Casa Branca.”

A reacção dos republicanos foi de criticar a Al-Jazeera, e dizer que o jornalista tinha apresentado os comentários fora de contexto. Embora seja complicado perceber em que contexto é que comentários como “Temo que, se ele ganhar, os negros tomem conta do sistema” deviam ser lidos para ter um sentido diferente.

Mas talvez as críticas à Al-jazeera não sejam totalmente descabidas. Todas as pessoas com quem falaram naquele evento eram racistas primárias? Não havia uma única pessoa com dois dedos de testa? O critério de selecção dos comentários usados deixa algo a desejar, embora sirva para mostrar que atitudes e medos destes ainda existem, em particular nos meios mais rurais.

Destaque ainda para o pobre coitado que, tendo-se colocado perto da entrada do comício com um cartaz a apoiar Obama, depois se queixou de estar a ser insultado. Imagine-se!

Filipe d'Avillez

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Intervalo para ver a avó


Obama vai interromper a campanha durante dois dias. Motivo: visitar a avó, que está doente, no Havai.

Madelyn Dunham, tem 85 anos e é uma das mulheres mais importantes na vida de Barack. Foi ela que o ajudou a criar e está gravemente doente.

Apesar da vantagem que tem nas sondagens, esta ausência é vista com alguma preocupação pela entourage democrata. Os estrategas queriam ter mais garantias de vitória a duas semanas do momento da verdade.

Obama parte para Honolulu no final da semana, após um comício em Indianapolis. A “tomar conta da casa” vai ficar a sua mulher. Michelle vai fazer campanha pelo marido no Ohio.

Telemóveis sim… crachás não

As eleições para a Casa Branca já estão a ter impacto nas salas de aula. Dois dos estados norte-americanos proibiram os professores de escolas públicas de expressarem o seu sentido de voto através de crachás, bandeiras ou autocolantes. O Illinois, de onde vem Obama, foi um deles. O outro foi o estado de Nova Iorque.

Na terra das liberdades, não tardou que a Federação Unida de Professores viesse lembrar que os professores têm o direito (previsto na Constituição) de liberdade de expressão.

Um juiz discordou e resolveu proibir os crachás nas salas de aula… mas permitir aos professores distribuir material de campanha entre si e colocar cartazes em locais “inacessíveis” aos alunos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

50-44

Pode ser o primeiro sinal do “efeito Powell”: Barack Obama volta a ganhar vantagem sobre John McCain, segundo a sondagem diária Reuters/C-SPAN/Zogby.

O democrata senador do Illinois tem agora seis pontos de vantagem sobre o candidato republicano à Casa Branca.

Obama lidera hoje com 50% das intenções de voto contra 44% de McCain e trava três dias de recuperação do partido “vermelho”.

A margem de erro deste estudo é de 2,9%.

domingo, 19 de outubro de 2008

48 - 45

A vantagem do democrata Barack Obama para o republicano John McCain desceu este domingo e é agora de três pontos, indica a sondagem diária Reuters/C-SPAN/Zogby.

Na contagem decrescente para as eleições de 4 de Novembro, o senador do Illinois lidera as intenções de voto, com 48%, enquanto McCain arrecada 45% das preferências.

A recuperação republicana poderá estar ligada a um aumento de popularidade entre os eleitores considerados independentes, sem ligação aos dois principais partidos.

sábado, 18 de outubro de 2008

48 – 44

Quatro pontos percentuais é a vantagem que o candidato democrata Barack Obama tem sobre o seu adversário republicano John McCain, segundo avança a sondagem diária Reuters/C-SPAN/Zogby.

Obama consegue um total de 48% e o senador do Arizona arrecada 44%, num estudo de opinião com uma margem de erro de 2,9 pontos percentuais.

John Zogby, responsável pela sondagem, diz que os últimos números apontam para uma tendência de subida de John McCain, depois do último debate presidencial na televisão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

49-44

Obama tem agora uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre McCain.
A sondagem Reuters/C-Span/Zogby revelada hoje dá 49% dos votos ao democrata e 44% ao republicano. Foi a primeira sondagem desde o derradeiro debate entre ambos e a margem de erro é de 2,9%.

Um canalizador sem licença


“É Joe o Canalizador… um canalizador?”. O Washington Post diz que é discutível.
É que, afinal, o homem mais famoso da campanha (logo a seguir a Obama e Mccain), nem sequer tem licença para exercer a profissão de canalizador.
Ah… e falta um pormenor: o nome dele nem sequer é Joe. É Sam.
Portanto, Joe o Canalizador nem é Joe, nem é canalizador.

Como se costuma dizer por cá, “sem saber ler nem escrever”, Joe (ou Sam) tornou-se o centro da campanha, com dezenas de jornalistas acampados à sua porta e a ter de pôr o telefone fora do descanso, para poder ter (algum) sossego.
Ainda assim, a Associação de Canalizadores e Técnicos de Vapor “desfez o mito”, ao garantir que Sam Wurzelbacher (mais conhecido como Joe the Plumber) não tem licença de actividade.

Pedro Caeiro

Imagem do dia

Barack Obama prepara-se para entrar na sala onde decorre o Al Smith Dinner, em Nova Iorque.

Duelo de anedotas

Imagina Cavaco Silva, Manuel Alegre e Mário Soares a trocar piadas uns sobre os outros num jantar público? Não está a ver, pois não?
Na América isso é possível e, até, uma tradição.
Antes de cada eleição presidencial, há um jantar de beneficência, em que os dois candidatos partilham o mesmo palco e trocam piadas entre si.
Desde 1945 que é assim. E só falhou duas vezes.

John McCain abriu as hostilidades com uma referência a “Joe the Plumber”, o nome por que ficou conhecido Samuel Wurzelbacher, um canalizador que apareceu na televisão a questionar Obama sobre o seu plano de impostos.
“Posso confirmar que esta manhã despedi todos os meus conselheiros estratégicos, e substituí-os por Joe the Plumber”. McCain, disse ainda que o mesmo canalizador tinha acabado de assegurar um contrato com um casal abastado, para tratar da canalização das suas sete casas, satirizando-se assim a si mesmo.

De seguida, referiu que conseguia sentir o apoio de muitos dos presentes, antes de se dirigir a Hillary Clinton, agradecendo a sua presença, dando assim a entender que a senadora democrata deseja a derrota de Obama.

Depois foi a vez de Obama. As primeiras piadas foram sobre si mesmo. “Ao contrário do que terão ouvido dizer, eu não nasci numa manjedoura”, disse, aludindo à sua própria popularidade. “Na verdade eu nasci no planeta Krypton, e fui enviado pelo meu pai Jor-el para salvar o planeta Terra”, concluiu Obama, comparando-se assim com o Super-Homem.

Obama gozou ainda com o seu próprio nome, referindo que o seu segundo nome, Hussein, lhe tinha sido dado por alguém “que obviamente não esperava que eu me candidatasse à presidência”.

Pedro Caeiro/Filipe d’Avillez

terça-feira, 14 de outubro de 2008

48-44

Quatro pontos percentuais separam os dois candidatos à Casa Branca. Obama está com 48% das intenções de voto, segundo a sondagem Reuters/C-SPAN/Zogby de segunda-feira. Menos dois pontos que no domingo. Para os analistas, apesar da influência negativa que a crise finaceira está a ter sobre McCain, o republicano estará a conseguir estancar a “hemorragia” e a conseguir, pelo menos, manter uma distãncia que ainda lhe permite sonhar com um lugar na Sala Oval.

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