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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Resultados preliminares

São agora 21h10 na costa leste dos EUA e a CNN acaba de anunciar que a Georgia vai para McCain.

De acordo com projecções do canal televisivo, Obama terá vencido no Wisconsin, Minnesota, Michigan, Nova Iorque, New Hampshire e Rhode Island. Connecticut, Delaware, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, New Jersey, Vermont e o distrito de Colombia.

McCain tem de se contentar, a esta hora, com o Alabama, a Virgínia Oeste, o Oklahoma, Carolina do Sul, Tenessee e Kentucky.

A grande vitória da noite, para já, é de Obama na Pensilvânia, uma vez que foi uma das grandes apostas nos últimos dias por parte do adversário republicano. Um sinal do que está para vir, perguntam-se os analistas?

O republicano tem 64 eleitores no colégio eleitoral, o democrata 174.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Seja qual for o resultado…

…o que mais preocupou os americanos hoje, quando foram votar foi… a economia.

Numa sondagem à boca das urnas, mais de nove em cada dez* norte-americanos reconhecem que a situação económica “é má” e seis em cada dez dizem que a economia é o mais importante desafio da nação.

Diz a História que, sempre que o pensamento foi este, a eleição acabou com uma viragem política na Casa Branca. Foi assim em 1992, 1980, 1960 e 1932.

Curioso que, em 2004, os eleitores estavam mais divididos quanto à economia. 47% diziam que estava “boa” ou “excelente”, enquanto 52% diziam que estava “em má forma”.

Na altura, os “pessimistas” votaram no democrata John Kerry (cerca de oito em cada dez). Quanto aos “optimistas”, nove em cada dez deram voto a Bush.

Desta vez, como será?


*isto das médias nas sondagens tem destas coisas. O que serão, por exemplo, 9,2 americanos em cada dez? Nove americanos e um antebraço? Nove americanos, duas orelhas, um nariz e meio pé?

O mundo quer… Obama


Já aqui se falou do projecto If The World Could Vote. Está, de resto, nos links mesmo aqui ao lado.

Antes de se saber o que acham os americanos… é altura de saber o que gostaria o mundo que acontecesse esta noite.

E se lhe disséssemos que Portugal foi o país que mais votou, logo a seguir aos próprios Estados Unidos, Canadá e Austrália? No mínimo, curioso.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Candidato de raça

Se Obama ganhar, os Estados Unidos - país que há não mais que 50 anos ainda combatia a segregação racial no Sul - estarão a viver um momento para a história: a chegada do primeiro afro-americano à Casa Branca.

Barack Obama é percepcionado como um candidato negro e pode ser que, por isso, conte com o apoio dos brancos progressistas na presunção de que a sua presidência varrerá todos os pecados brancos cometidos da escravatura em diante.

Mas Obama não é descendente de escravos e a sua matriz cultural não tem nada em comum com a dos negros norte-americanos.

É filho de uma mãe ultraprogressista que rejeitou a sua identidade branca e os próprios Estados Unidos (preferiu a Indonésia) com opiniões moldadas na urbana e esquerdista Chicago.

Esquerdista e negro. Poderá ser a raça um factor decisivo nestas Presidenciais?

Em bom rigor, das opiniões que escuto, a maioria coincide em que pode não estar tudo - necessariamente - decidido. Por causa da raça.

Nas sondagens, Obama lidera com 5 a 8 pontos, mas o "factor raça" pode valer nas urnas menos 5, 6 pontos.

Ainda assim também se sugere que o "efeito Bradley" - quando, por receio de parecer racistas, os eleitores ocultam os preconceitos nas respostas às sondagens - não voltará a repetir-se, porque a sociedade mudou muito desde 1982, quando o candidato negro Bradley viu na California que, ao contrário das consultas de opinião, nas urnas venceu um candidato branco.

A sociedade mudou, há mais médicos, advogados, universitários negros. A campanha foi tão longa que o eleitor com preconceitos raciais já se terá habituado à figura de Obama.

Por aqui também se lembra que Truman percebeu melhor que ninguém a sociedade americana em 1948 e, por isso, ganhou contra todos os prognósticos.

Desta vez, Obama poderá ter feito a leitura correcta do mosaico social de 2008, mais multicultural, mais plural.

Faltará saber se a leitura que a sociedade norte-americana fará na próxima terça-feira é coincidente com a do senador negro, mas a verdade é que ninguém garante que a raça não seja "o factor" destas eleições.

José Bastos, nos Estados Unidos

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

5-2 e a Florida

A uma semana das eleições, John McCain encurtou para cinco pontos a desvantagem em relação a Barack Obama na sondagem nacional da Reuters/ C-SPAN/Zogby.

No entanto, neste momento, a luta trava-se estado a estado e aí as contas continuam a não estar fáceis para o candidato republicano.

Segundo este estudo, efectuado em oito dos mais importantes estados do país, Obama lidera na Virginia, North Carolina, Missouri, Ohio e Nevada, enquanto McCain está na frente, com diferenças mais confortáveis, em West Virginia e Indiana. Já na Florida (*) há um empate técnico a 47%.

O problema para o senador do Arizona é que está com dificuldades em fazer o pleno em estados, todos eles, há quatro anos, vencidos por George W. Bush para os republicanos.

Já Barack Obama tem conseguido liderar em todos os estados que em 2004 foram conquistados por John Kerry.

(*) A Florida “dá” 27 delegados e pode voltar a ser um estado decisivo nesta eleição como foi, por exemplo, em 2000. O objectivo final dos candidatos é atingir os 270 votos no colégio eleitoral para conseguir a nomeação para a Casa Branca.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Outubro Negro

O republicano John McCain está a ter um mês de Outubro negativo no que a sondagens diz respeito.

Já não bastava, Barack Obama estar a liderar e alargar os estudos a nível nacional (com 8, 10 ou mais pontos de vantagem), como até o voto rural parece estar a fugir.

É pelo menos isso que indica a última sondagem conhecida do Center for Rural Strategies. Os inquéritos foram realizados em zonas interiores de 13 “swing states” e dão Obama na frente 46-45.

São mesmo más notícias para os Republicanos a duas semanas das eleições, especialmente se nos lembrarmos que, há quatro anos, George W. Bush ganhou estes mesmos estados por 15 pontos.

Ohio: Será que interessa?

Uma das vozes mais lúcidas da América referia no écran da MSNBC que, apesar de tanto se ter falado do Ohio, pode ser que esse estado não conte para coisa nenhuma. Ou seja, a dimensão do descalabro eleitoral de John McCain será de tal magnitude que Obama se dará ao luxo de dispensar estados.

Nas contas da média das sondagens da RealClear Politics, Obama vence no Colégio Eleitoral por 364 a 174. Para a Casa Branca são apenas necessários 270 e, nesse caso, Obama não precisa do Ohio. Mais: não necessita sequer da Florida. Será o que a voz lúcida (C. Todd, editor de política da MSNBC) chamava de estratégia “Virginia-Colorado” para vencer a América.

A Newsweek desta semana publica a “milionésima” capa, no que vai de ano, com a foto de Obama e o titulo: “A América conservadora: como Obama pode governar uma nação de centro-direita”. O exemplo de Todd não vale para criticar a revista – que desde Janeiro fez o que pôde para eleger Obama – mas para alavancar a tese de que se dá por garantida a vitória do democrata a 4 de Novembro.

A verdadeira preocupação da América conservadora será a de não “perder por muitos”. “Perder por muitos”, no léxico do ciclo eleitoral em curso, significa que os democratas podem ampliar a sua vantagem na Câmara de Representantes e uma maioria significativa no Senado.

Se as previsões baterem certo não deixará de ser irónico que num momento de incerteza económica, no mínimo, ou de fim de ciclo, no máximo, a “nação conservadora” se coloque nas mãos dos democratas que abomina, entre outras razões, pela subida de impostos. E, claro, seria curioso, Obama descartar o mesmo Ohio que deu a presidência em 2004 aos republicanos.

José Bastos

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

50-44

Pode ser o primeiro sinal do “efeito Powell”: Barack Obama volta a ganhar vantagem sobre John McCain, segundo a sondagem diária Reuters/C-SPAN/Zogby.

O democrata senador do Illinois tem agora seis pontos de vantagem sobre o candidato republicano à Casa Branca.

Obama lidera hoje com 50% das intenções de voto contra 44% de McCain e trava três dias de recuperação do partido “vermelho”.

A margem de erro deste estudo é de 2,9%.

domingo, 19 de outubro de 2008

48 - 45

A vantagem do democrata Barack Obama para o republicano John McCain desceu este domingo e é agora de três pontos, indica a sondagem diária Reuters/C-SPAN/Zogby.

Na contagem decrescente para as eleições de 4 de Novembro, o senador do Illinois lidera as intenções de voto, com 48%, enquanto McCain arrecada 45% das preferências.

A recuperação republicana poderá estar ligada a um aumento de popularidade entre os eleitores considerados independentes, sem ligação aos dois principais partidos.

sábado, 18 de outubro de 2008

48 – 44

Quatro pontos percentuais é a vantagem que o candidato democrata Barack Obama tem sobre o seu adversário republicano John McCain, segundo avança a sondagem diária Reuters/C-SPAN/Zogby.

Obama consegue um total de 48% e o senador do Arizona arrecada 44%, num estudo de opinião com uma margem de erro de 2,9 pontos percentuais.

John Zogby, responsável pela sondagem, diz que os últimos números apontam para uma tendência de subida de John McCain, depois do último debate presidencial na televisão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nunca fiando

A 19 dias da ida às urnas, a grande preocupação de Barack Obama passa por combater os excessos de confiança entre os seus apoiantes.
Obama anda hoje por Nova Iorque e New Hampshire, enquanto McCain percorre a Pensilvânia.
Para já, tudo aponta para que Obama esteja a sair-se melhor. Lidera em todas as sondagens nacionais. E em grande parte dos “estados flutuantes”, que tanto podem dar-lhe o voto, como escolher McCain.

49-44

Obama tem agora uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre McCain.
A sondagem Reuters/C-Span/Zogby revelada hoje dá 49% dos votos ao democrata e 44% ao republicano. Foi a primeira sondagem desde o derradeiro debate entre ambos e a margem de erro é de 2,9%.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Entre a esperança e a dúvida

A comunidade negra norte-americana acredita numa vitória de Obama, mas não quer alimentar grandes esperanças.
Obama está à frente nas sondagens, mas a pastora baptista Brenda Girton-Mitchell, lembra o famoso caso de Tom Bradley, um afro-americano que não conseguiu ser governador da Califórnia em 1982, apesar de ter liderado sempre as intenções de voto.
A derrota de Bradley foi uma surpresa e muitos analistas concluiram que milhares de eleitores brancos mentiram quando às suas intenções.
“Muitas vezes as pessoas não são totalmente honestas quando se fala de racismo ou de preferências sexuais”, afirmou Girton-Mitchell em entrevista à Reuters.
Desde os anos 60 que a comunidade afro-americana vota, em peso, nos democratas. É o grupo étnico mais “fiável” quando chega às runas. O voto “negro” deverá ser ainda mais esmagador este ano, devido ao “efeito Obama”, daí que não seja de espantar se o democrata conseguir 95% dos votos afro-americanos no dia 4.
Pode, no entanto, não chegar…

Pedro Caeiro

terça-feira, 14 de outubro de 2008

48-44

Quatro pontos percentuais separam os dois candidatos à Casa Branca. Obama está com 48% das intenções de voto, segundo a sondagem Reuters/C-SPAN/Zogby de segunda-feira. Menos dois pontos que no domingo. Para os analistas, apesar da influência negativa que a crise finaceira está a ter sobre McCain, o republicano estará a conseguir estancar a “hemorragia” e a conseguir, pelo menos, manter uma distãncia que ainda lhe permite sonhar com um lugar na Sala Oval.

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