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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Visto por dentro

No Washington Post, a repórter Shailagh Murray, que acompanhou a campanha de Barack Obama relata a experiência de ter visto a ascensão de um homem que se julgava seria esmagado pelo clã Clinton, mas que, afinal, consegue sentar-se na mesma cadeira que Bill ocupou durante oito anos.

A capacidade de comunicação foi, desde o início, o grande trunfo de Obama, que foi “convertendo as pessoas como se fosse um missionário”.

E foi assim que um jovem senador negro, um novato nestas coisas da política norte-americana, conseguiu o lugar de homem mais poderoso do mundo. A prova de que a América é mesmo a “land of opportunities”.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A última esperança

Dois anos depois da decisão de avançar, 632 dias com muitos altos e alguns baixos, Obama foi à Virginia fazer um discurso “à Luther King”. Antes passou pela Florida e Carolina do Norte. Três estados “republicanos” e uma só ideia: “One more day”.



Dez anos depois da primeira intenção de concorrer à Casa Branca e como um bom ex-combatente do Vietname, John McCain foi buscar as suas últimas forças para nadar até à praia.

Num só dia, atacou em sete estados: Florida, Tennessee, Pensilvânia, Indiana, Novo México, Nevada e Arizona.

Fechou a campanha em casa, mas um dos últimos discursos antes das eleições de hoje foi em Tampa, na Florida. Num último fôlego, fica o pedido para todos: "Volunteers, knock on doors, get your neighbors to the polls. I need your vote."

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Uma tradição por lá

Obama tem um apoio de peso. O prestigiado Washington Post (WP) acaba de declarar o seu apoio ao candidato democrata.
Enquanto em países como Portugal os media escondem a sua “tendência”, nos Estados Unidos é normal os órgãos de comunicação social (jornais, rádios, televisões) expressarem publicamente o seu apoio. Assim, o público avalia, por si, a isenção dos artigos ou reportagens que vão sendo publicadas ou emitidas.

No editorial, o WP diz que “a escolha foi fácil, dada a “campanha decepcionante do Sr.McCain e a escolha irresponsável de uma parceira que não está preparada para ser Presidente”. Mas não foi só por demérito do republicano: “em grande parte foi fácil [a escolha], dada a nossa admiração pelo Sr.Obama e as qualidades que mostrou durante esta longa corrida”.

O apoio pode, no entanto, não chegar. O WP também apoiou democratas nas duas últimas eleições… e tanto Gore como Kerry perderam.

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